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Porto Alegre, sábado, 22 de Setembro de 2018

  • 21/07/2018
  • 08:24
  • Atualização: 08:33

Demanda internacional por soja sustenta preços no Brasil

Prêmio nos portos tem oscilado de 2 a 2,50 dólares por bushel

Demanda internacional por soja sustenta preços no Brasil  | Foto: Guilherme Testa / CP Memória

Demanda internacional por soja sustenta preços no Brasil | Foto: Guilherme Testa / CP Memória

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A demanda mundial pela soja brasileira vem ajudando a sustentar os preços no país, apesar de a cotação na Bolsa de Chicago, nos Estados Unidos, ter ficado abaixo dos 9 dólares o bushel nas últimas semanas. O preço da saca variou entre R$ 87,07 e R$ 89,72 desde o início de julho no Porto de Paranaguá (PR), segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq/USP).

O principal sintoma de que o mercado comprador tem requisitado o grão brasileiro é o prêmio nos portos, que tem oscilado de 2 a 2,50 dólares por bushel. O normal seria 60 cents, em média, segundo o analista de mercado da AgRural, Adriano Gomes. A alta do câmbio também explica a valorização da cotação no Brasil.

Apesar dos problemas decorrentes da paralisação dos caminhoneiros e da tabela do frete, que encareceu o escoamento da produção agrícola, os gaúchos exportaram 10% mais soja no primeiro semestre de 2018 do que no mesmo período de 2017, mesmo com a safra atual sendo menor. De janeiro a junho de 2018, foram embarcadas 7,6 milhões de toneladas (44,74% do volume colhido), conforme a assessoria econômica da Farsul. O principal demandante é a China. Relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) estima que o país oriental irá processar, entre outubro de 2017 e setembro de 2018, 97 milhões de toneladas, volume superior aos 92 milhões de toneladas de 2016/2017.

“A exportação para a China está acelerada e se espera um crescimento desta projeção até setembro”, diz o pesquisador do Cepea, Lucilio Alves. No entanto, Alves lembra que há duas incertezas sobre os cenários para 2019. Uma refere-se à China, que pode reduzir importações. Outra é o limite para a elevação de preços, algo ainda desconhecido. Há produtores que têm apostado em cotações mais altas que as do momento e segurado as vendas, fazendo com que algumas indústrias brasileiras relatem dificuldades nas aquisições. O analista Adriano Gomes acredita que pode haver melhora no preço em caso de queda nas projeções da safra norte-americana daqui para frente.


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