Correio do Povo | Rio 2016 | Jogos Olímpicos inauguram mais mobilidade para o Rio

Porto Alegre

13ºC

Ver a previsão completa

Porto Alegre, domingo, 24 de Junho de 2018

  • 30/07/2016
  • 11:43
  • Atualização: 20:28

Jogos Olímpicos inauguram mais mobilidade para o Rio

Cidade ganhou VLT e teve a área do porto reurbanizada para o evento esportivo

Ações incluem instalação do VLT, a revitalização do porto e a Linha 4 do metrô | Foto: Tiago Medina / Especial / CP

Ações incluem instalação do VLT, a revitalização do porto e a Linha 4 do metrô | Foto: Tiago Medina / Especial / CP

  • Comentários
  • Tiago Medina

Desembarcar no Aeroporto Santos Dummont e, em menos de uma hora, chegar à Barra da Tijuca. Quem conhece o Rio de Janeiro e já precisou realizar este trajeto – que hoje pode durar até três horas – terá agradável surpresa ao voltar à Cidade Maravilhosa, daqui a uns dias, para os Jogos Olímpicos, ou a partir de setembro, quando o público em geral poderá usufruir da mobilidade projetada, que ficará como um dos principais legados dos Jogos Olímpicos para cariocas e turistas.

VLT

Algumas das novidades prometidas já circulam no Centro do Rio. Uma delas é o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT). Um pequeno trem que liga o aeroporto à rodoviária e ao terminal de desembarque do porto, passando por alguns pontos da região, como o Museu do Amanhã. Dentre as paradas, também está a do metrô, que conecta a região às zonas Norte, Sul e, agora, Oeste. “O VLT vai integrar modais e não levar alguém de casa ao trabalho”, explica o gerente de operações do VLT, Paulo Ferreira. “Ele não tem grande velocidade, mas tem preferência semafóricas. A ideia é criar uma rede entre modais.”

O VLT já está no convívio dos cariocas desde junho, mas vem aumentando sua frequência gradualmente. Na última segunda-feira, teve seu horário ampliado de 7h às 21h, com intervalo de 15 minutos entre as oito composições que operam o serviço. A meta é que, em 2017, o serviço funcione 24 horas por dia em um intervalo de quatro minutos, com 31 paradas e atendendo 300 mil pessoas por dia.

Movidas a energia limpa, e sem fios suspensos, as composições viajam em uma velocidade média de 15 km/h. A velocidade é reduzida em determinados pontos, conforme Ferreira, até para a população se acostumar com os trens, que podem levar até 420 passageiros por vez. “Tem gente que ficava na frente dos trilhos tirando selfie com o carro”, revela.

A passagem terá o mesmo valor que o ônibus, R$ 3,80. Porém, não será aceito dinheiro. A validação do pagamento será por meio do Bilhete Único e Cartão Recarregável. Haverá fiscais do VLT para acompanhar o pagamento. Gratuita desde o início da operação, a tarifa começou a ser cobrada na terça passada. O VLT é formado por um consórcio de seis empresas e teve investimento de R$ 1,157 bilhão (Odebrecht TransPort, CCR, Invepar, Rio Par Participações, Benito Roggio Transporte e RAPT do Brasil). A concessão da PPP tem duração de 25 anos.

Porto

Parte do trajeto do VLT passa pela região do porto do Rio, que vem sendo revitalizada há cinco anos, por meio de uma PPP entre um consórcio de empresas e a prefeitura. Pelo modelo de negócio, o consórcio fica responsável pela prestação de serviços e manutenção de uma área de 5 milhões de metros quadrados da região portuária – o tamanho de Copacabana.

Na comparação antes e depois da região, a maior diferença fica pela ausência do Elevado da Perimetral, um polêmico e enorme viaduto que por mais de 50 anos esteve na região. Foi ao chão entre o fim de 2013 e começo de 2014. De lá para cá, pouco a pouco, a região foi sendo revitalizada. Para o presidente do Consórcio Porto Maravilha, José Renato Rodrigues, a demolição da elevada era algo fundamental à revitalização.

A partir de então, uma nova reurbanização ocorreu. Isso sempre, conforme Rodrigues, com contato com a população local: “Temos uma base de dados dos moradores melhor que a do IBGE”. A área do porto ganhou fiação subterrânea e túneis, que passaram a fazer a ligação entre a avenida Brasil e o Aterro do Flamengo. Nova iluminação e arborização foram instaladas, garantindo uma “nova cara” a parte do centro histórico carioca. Com a renovação, a expectativa é de que a população aumente na região. Em 2010, 28 mil pessoas moravam perto do porto. A projeção é que chegue a 120 mil em 2025. A iniciativa privada passou a explorar mais a área, prédios novos já contrastam com edificações antigas. No entanto, apesar de algumas obras seguirem o ritmo, a crise freou parte de novos empreendimentos.

O porto ainda receberá mais melhorias. Alguns dos galpões antigos devem ser desalfandegados para receber restaurantes e a Pira Olímpica ficará na região, na Praça da Candelária. Atividades sociais das Olimpíadas serão realizadas lá.