Cachorros quase arrastados

 

Wes Anderson volta a trabalhar com stop motion em “Ilha dos Cachorros”, dez anos depois de “O Fantástico Sr. Raposo”. O filme é feito quase que por encomenda para amantes dos caninos e também mostra a paixão do diretor pela cultura japonesa – boa parte do longa é falado em japonês, sem receber tradução.
A história se passa em um futuro próximo, no arquipélago japonês, que teve o crescimento intenso da população canina, o que acabou gerando uma espécie de vírus que pode infectar os humanos. Então, o prefeito Kobayashi, da cidade de Megasaki, assina um decreto expulsando todas as raças de cachorros, tanto os de rua quanto os domesticados. Todos eles são capturados e enviados a Trash Island, que se torna uma colônia de exilados: a “Ilha dos Cachorros”.
Quem irá tentar mudar o destino dos cachorros é o jovem Atari, órfão de apenas 12 anos tutelado pelo prefeito Kobayashi. O garoto pretende resgatar da ilha seu cão, Spots. Assim, sequestra um avião monomotor para ir à ilha, onde contará com a ajuda de uma matilha formada por Chief (Bryan Cranston), Rex (Edward Norton), Boss (Bill Murray), King (Bob Balaban) e Duke (Jeff Goldblum).
E é este elenco grandioso, que tem ainda Scarlett Johansson, Tilda Swinton e Yoko Ono, que se destaca na obra, além claro da animação, muito bem produzida. O que pode incomodar um pouco é o ritmo, por vezes, arrastado.

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