Química na vida

 

“Vidas à Deriva” (Adrift) é dirigido por Baltasar Kormákur  (do também catastrófico “Everest”), e é baseado em livro homônimo escrito por Tami Oldham, que viveu a experiência, mas que navega até hoje e também produtora do filme. E o longa, com uma história que várias pessoas aventureiras já enfrentaram, ou seja, não é novidade, mas é envolvente, mostrando uma narrativa de sobrevivência. Os eventos ocorridos no longa se passam em 1983, no Oceano Pacífico, e mostram uma viagem de barco feita pelo casal Tami Oldham (Shailene Woodley) e Richard Sharpp (Sam Claflin). Os dois, de espírito aventureiro, se conheceram e se apaixonaram no Taiti. Ela americana e ele inglês. E recebem uma oferta de um outro casal de levar u m barco para San Diego na Califórnia, recebendo 10 mil dólares pelo trabalho.

Eles topam, mas no meio da viagem são surpreendidos por uma terrível tempestade, perdendo contato com o mundo, e o barco à beira de afundar. A trama é apresentada em dois momentos – antes e durante os mais de 40 dias que eles ficaram perdidos no Oceano Pacífico, tentando sobreviver as intempéries, economizando água e comida, e tendo alucinações. O resultado de “Vidas à Deriva” é excelente, com uma história envolvente, que faz o espectador prender a respiração – ainda mais se ele não tiver conhecimento prévio dos fatos reais. Destaque ainda para as atuações seguras de Shailene Woodley e Sam Claflin, que apresentam total química em cena, além de mostrarem parecer conhecer muito como é o trabalho naval.

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