Mesma história

Nos últimos anos, o traficante de drogas Pablo Escobar (1949-1993) virou quase uma figura pop, tendo sua vida filmada e refilmada em séries, filmes, produções para TV e documentários. Agora chega mais uma versão da vida do traficante, em “Escobar – A Traição” (Loving Pablo), direção de Fernando León de Aranoa, e baseado no livro Loving Pablo, Hating Escobar, da jornalista Virginia Vallejo, e com o casal Javier Bardem e Penélope Cruz nos papéis principais.
Bardem, claro, é Escobar, e Penélope Cruz vive a própria Virginia, que foi amante do traficante nos anos 1980, na Colômbia – esta personagem aparece na série Narcos, também, e é interpretada por Stephanie Sigman.
A jornalista, de preferida de Escobar, com o passar do tempo e suas ligações, foi perdendo empregos e até mesmo passando a correr risco de morte, tendo de apelar para exílio nos Estados Unidos. Tudo isso é mostrado no longa, que também mostra o declínio financeiro de Virginia. Mas e aí?
O problema é que nada é mais novidade, tendo sido contado e recontado centenas de vezes. Não existe inovação, mesmo porque não se pode reconstruir a história. A louvar os esforços do casal Javier Bardem e Penélope Cruz. Ele se sobressai em sua performance, e Cruz não fica longe, mas por vezes beirando a caricatura – e mesmo porque Virginia era uma perua.

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