Tédio que assusta

Dirigido por Sylvain White e escrito por David Birke (baseado no personagem criado por Eric Knudsen) “Slender Man” fala de uma lenda urbana. A criatura surgiu em um fórum da internet, e é descrito como um homem alto, magro e com os braços anormalmente longos. Slender Man obteve ainda mais fama quando alguns assassinatos nos Estados Unidos em meados desta década foram motivados pelo personagem.
No filme, que parece uma espécie de “Stranger Things” feminino, acompanhamos quatro amigas: Wren (Joey King), Hallie (Julia Goldani Telles), Chloe (Jaz Sinclair) e Katie (Annalise Basso), que vivem numa cidadezinha no interior dos Estados Unidosa. Elas ficam sabendo da lenda e numa noite sem ter o que fazer, resolvem invocar a criatura através de um tutorial em vídeo da internet.
A partir daí todas elas passam a ter pesadelos e alucinações, até que umas, Kate, desaparece misterosanente. As meninas restantes precisam assim descobrir uma forma de trazer a amiga de volta, mas terão de enfrentar a criatura. A esta altura o sono já pegou fácil no espectador, que assiste a uma obra sem muita imaginação e inovação, e sem sustos. E filme de terror tem de dar sustos.
Ou seja, “Slender Man: Pesadelo Sem Rosto” não causa nada. A não ser tédio. E de novo aquela cena: a pessoa sozinha na casa, no escuro, e sai perguntando: ‘Tem alguém aí?…

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