Presença de câmeras não aumenta sensação de segurança

Todos os anos, a Praça da Alfândega recebe um dos maiores eventos culturais do Estado: a Feira do Livro. Durante 19 de dias o cenário é alterado com o surgimento de tendas, bancas de expositores, praças de alimentação e um intenso volume de pessoas. Com isso, uma série de medidas de segurança precisam ser tomadas. Nos corredores da praça, é possível notar a presença da Brigada Militar fazendo rondas.

Zaida Castro, 56 anos, é frequentadora do bairro Centro Histórico. Ela conta que esse ano optou por visitar a feira apenas no período da tarde. “A noite, em função de pegar ônibus ou táxi para voltar para casa, eu não me sinto segura”, relata Zaida que é funcionária pública aposentada e circulava pelo evento.

Ao longo da Praça da Alfândega e da Rua dos Andradas estão espalhadas sete câmeras de monitoramento do sistema da Guarda Municipal. Durante o evento, a Brigada utiliza essa ferramenta para auxiliar no controle da segurança local. O objetivo é aumentar a sensação de segurança de quem transita entre as bancas e, efetivamente tornar mais rápida a ação dos policiais. Apesar de saber da existência do monitoramento por câmeras, ela aponta que “em hipótese alguma” isso aumenta a sensação de segurança. Segundo a aposentada, a presença os brigadianos é o que realmente faz diferença. Entretanto, revela que não sabe como recorrer em situações de perigo. “Eu vou procurar o balcão de informações que é com quem eu sei que posso contar” argumenta a visitante. O posto da Brigada Militar foi montado em frente a uma agência bancária. Segundo dados da Brigada Militar, foi registrado um roubo a pedestre que acabou com a prisão em flagrante do suspeito.

Texto e foto: Lúcia Haggstrom / Uniritter

Marcos Santuário :