Martins Livreiro Editora expõe há 50 anos na Feira do Livro de Porto Alegre

Quem passa pela banca número 4, Martins Livreiro Editora, na Rua dos Andradas não sabe, mas a Editora já participa da Feira do Livro de Porto Alegre há 50 anos. Na banca, Marcia Martins trabalha há 34. Questiono ela sobre o que mudou na Feira nestes anos, Marcia diz que nesta edição, as mudanças estão por conta da dificuldade de patrocinadores e apoiadores. Segundo ela, a Prefeitura Municipal não está apoiando o evento cultural e os expositores não estão favorecidos na praça, “ficando em segundo plano”.

Pedras e buracos da Praça da Alfândega são apontados como problemas por Marcia, que mostra o buraco na frente da banca no qual tiveram que tapar por conta das pessoas que estavam tropeçando. 

Para ela, quem está salvando os livreiros é a Câmara do Livro de Porto Alegre e a mensalidade que o associado tem que pagar para poder expor na Feira. Comenta que a Martins Livreiro Editora é convidada para participar em Feiras do Livro no interior do Rio Grande do Sul, sendo que nesse ano já foram em 28. Vê muitas diferenças, onde nestas a administração municipal dedica mais valor para a Feira. Acredita que em Porto Alegre “não existem mais livrarias, somente sebos”. Ao contrário, a Martins Livreiro Editora não possui sebo, somente saldos na Feira do Livro. Vende livros de literatura gaúcha.”O Negrinho do Pastoreio foi um dos livros mais vendidos da Editora, que esgotou”, explica Marcia.

Apesar da crise econômica que o Brasil vem enfrentando nos últimos anos, Marcia revela que os livros mais vendidos estão sendo os novos, “as pessoas não viajam. O livro é uma viagem. Pode-se ler para entender a crise”, conclui.

Fotos e texto:Mariana Gomes/PUCRS

Marcos Santuário :