Porto Alegre, 20 de Abril de 2014

Resultado para Tag "UFSM"



Concurso da UFSM: inscrições até 20/7

Postado por Simone S. Lopes em 24 de junho de 2012 - Concursos

A UFSM abriu 17 vagas para docentes com formação em mestrado ou doutorado, para atuar nos campus de Santa Maria (15) e Palmeira das Missões (2). Inscrições no www.ufsm.br até 20/7. Taxas: R$ 120 e R$ 190. Vagas em Física do Solo, Engenharia Química, Química, Matemática e Estatística, Ciências Sociais, Engenharia Civil, Química, Ciência da Computação, Engenharia Mecânica e Economia.



Empregos sustentáveis

Postado por Simone S. Lopes em 18 de junho de 2012 - Matéria Especial

Os ‘postos verdes’ estão crescendo nas empresas, das áreas técnicas às de gestão

A preocupação com o meio ambiente ultrapassa as casas e as escolas e chega ao mundo corporativo e às universidades. No Brasil, levantamento feito pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) aponta que há 3 milhões de “empregos verdes”, o que corresponde a 7% do mercado formal. A expectativa é que no mundo, se todos os países adotarem um modelo sustentável de desenvolvimento, em 20 anos, sejam criados 60 milhões de novas oportunidades.

São chamadas de profissões verdes todos aqueles postos de trabalho que contribuem de alguma forma para reduzir o impacto ambiental. Esse mercado vem ganhando força não só em áreas relacionadas à fauna e à flora. Hoje, a biodiversidade gera oportunidades para uma série de profissionais, como advogados, engenheiros, economistas e gestores.

O presidente do Sindicato dos Engenheiros do RS, José Luiz Azambuja, acredita que o mercado descobriu apenas a ponta do iceberg. “Há demanda reprimida. No RS, a política de gestão hídrica ainda engatinha. E se o país conseguir manter os investimentos neste momento de crescimento econômico, vamos garantir uma melhora no setor por muitos anos.” O reconhecimento social “biorresponsável” também ganha espaço nas corporações. Um exemplo é o Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE), usado na Bolsa de Valores para promover as práticas sustentáveis no meio empresarial. Pesquisa realizada no mês de maio pela Accenture revela que 64% dos empresários brasileiros acreditam que a sustentabilidade é fundamental para os negócios.

“As empresas estão cada vez mais preocupadas com essas questões. Tem muito profissional largando o emprego para se tornar um consultor ”verde”. Eles trabalham por projetos e podem ganhar mais”, afirma Ério Nascimento, professor da ESPM/RS.

Os jovens estão buscando profissões ecologicamente responsáveis. “Eles querem mais qualidade de vida e se preocupam com a sustentabilidade da Terra. Procuram profissões que possibilitem o usufruto das riquezas naturais sem prejudicar o meio ambiente”, garante Jorge Farias, professor adjunto de Engenharia Florestal da UFSM.

Novos cursos, como o de Gestão Ambiental, nasceram a partir dessa nova realidade mundial. “O mercado ainda está se adequando. No Paraná, por exemplo, há exigência de gestores ambientais nas empresas. Isso é uma tendência e estima-se que em breve outros estados façam o mesmo”, diz a coordenadora da Graduação em Gestão Ambiental da Unipampa, Luciana Benetti.

Engenharia: uma profissão do futuro
A engenharia é considerada uma das profissões do futuro. A vantagem desse ramo profissional é que há muitas vertentes. Conforme o Senge/RS, a quantidade de cursos de graduação que leva a nomenclatura de engenharia é muito grande. Mas o presidente da entidade, José Luiz Azambuja, lembra que o engenheiro é sempre capaz de lidar com as nuances da natureza.

“Todas as engenharias têm um viés para o meio ambiente. Por isso, temos um mercado bem aquecido. Um engenheiro recém-formado tem ganhos iniciais de R$ 5,6 mil, que é o nosso piso salarial. Os que se especializam em recursos hídricos, por exemplo, estão com salários na faixa de R$ 7 mil a R$ 12 mil”, destaca o presidente, ressaltando que a busca por engenheiros tende a aumentar no mercado.

A coordenadora acadêmica do campus São Gabriel e professora do curso de Engenharia Florestal da Unipampa, Alexandra Boligon, acredita que o novo Código Florestal brasileiro deverá gerar possibilidades de emprego a médio e longo prazos. No RS, a professora considera que o emprego na área está aumentando em razão das florestas renováveis de celulose e papel. “Antes, o profissional gaúcho acabava migrando para as regiões Sudeste e Centro-Oeste”, afirma ela.

Lei amplia horizontes
O advento do Código Florestal brasileiro – nome popular da lei 12.651/2012 e da MP 571 – em vigor desde 25 de maio, propicia uma nova gama de oportunidades de trabalho para diversos setores, como engenharia florestal, agronomia, gestão ambiental e muitas outras. Um dos que estará intrinsecamente ligado ao tema é o Direito. Os advogados serão cada vez mais acionados para interceder junto aos órgãos reguladores e à Justiça para resolverem questões ambientais e legais de agricultores, empresas e entidades.

De acordo com o presidente da Comissão Ambiental da seccional gaúcha da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/RS), Ricardo Alfonsin, está mais do que na hora de os advogados estudarem bem o Código Florestal brasileiro. “É uma lei bastante complexa e que vai gerar muitas demandas, principalmente para os advogados do Interior, que terão que defender os direitos dos agricultores. As multas são altíssimas. Às vezes, superior ao valor da terra do estancieiro. Estudar a lei é uma obrigação”, afirma o advogado.

Por ser uma jurisprudência que ainda está em formação, a OAB/RS em breve estará disponibilizando cursos e palestras sobre o tema para os advogados associados. “Estamos negociando com a Escola Superior de Advocacia uma série de eventos para esclarecer os advogados a respeito da lei. A jurisprudência não existe ainda. Vai começar uma nova linha de entendimento. Como disse anteriormente, advogados precisam estudar os meandros da lei para defenderem os interesses de seus clientes”, admite Alfonsin.

Mas, além dos advogados, todas as profissões relacionadas com o meio ambiente deverão sofrer influência, como biólogos e químicos. Em muitos casos, os advogados vão precisar de consultores para gerarem relatórios de impacto ambiental.

Consciência ambiental

Colle trabalha com produtores rurais, buscando diminuir o impacto da produção alimentar na natureza (Foto: Cristiano Estrela)

O engenheiro agrônomo Célio Alberto Colle, de 45 anos, é funcionário da Emater, trabalha buscando o equilíbrio entre a produção alimentar e o baixo impacto ambiental. Atualmente, ele é responsável pelo Projeto RS Biodiversidade e orienta os produtores familiares rurais a fazerem o manejo do gado em sua propriedade de forma que o terreno seja usado em rodízio de lotes. “Assim, dá tempo para o Bioma Pampa recuperar os pequenos lotes de terra”, explica o engenheiro agrônomo.

Colle diz que sua preocupação com a conservação do meio ambiente e melhor uso da terra vem do tempo em que era técnico agrícola, função que desempenhou durante quatro anos. “O meu desafio era desenvolver alimentos e minimizar o impacto ambiental. Na faculdade, eu já tinha a preocupação com a ecologia e a sustentabilidade ambiental”, revela.

Ele lembra que o Rio Grande do Sul é um estado produtor e que exporta muitas commodities agrícola e carnes. “Os produtores precisam se preocupar com as certificações dos seus produtos, sejam eles grão ou carne, pois estarão mais valorizados no mercado internacional. O consumidor europeu quer saber se está comendo uma carne ”verde”, que foi desenvolvida sem causar danos ambientais”, completa.

Assunto essencial

O advogado Eduardo Paim é formado há 12 anos e atua na área de Direito Ambiental desde 2006 (foto: Tarsila Pereira)

As questões jurídicas envolvendo o campo, a recente legislação ambiental e os assuntos ligados ao meio ambiente em geral se tornaram uma nova via para a atuação dos advogados. E esse foi o nicho encontrado por Eduardo Paim, de 35 anos. Formado há 12 anos, ele está desde 2006 atuando na área do direito ambiental. “As questões ambientais deixaram de ser bonitas e passaram a ser essenciais”, comenta ele.

Paim, que atua em um escritório de advocacia da Capital, ressalta que seguidamente precisa de serviços de profissionais de outras áreas nas avaliações de prejuízos ao meio ambiente.

“Sempre que tem uma situação de dano ambiental é preciso consultar especialistas de outras áreas, como químicos, biólogos e engenheiros agrônomos. Eles nos fornecem laudos técnicos que vamos juntar aos autos do processo. Assim, conseguimos fazer uma defesa mais técnica”, completa o advogado.

O que fazem gestores e engenheiros ambientais

O gestor ambiental - Atuará em diversos setores da economia como a agricultura, o comércio, a indústria, os serviços e o terceiro setor. Ele poderá encontrar oportunidades, principalmente em departamentos ambientais de empresas públicas e privadas, em prefeituras, ONGs, empresas hidrelétricas, bancos, petroquímicas, de mineração, de celulose e papel, de saneamento, agrícolas, de consultoria em estudos de impactos ambientais, em unidades de conservação da natureza, parques e reservas e na gestão de processos de recuperação de áreas degradadas, entre outros.

O engenheiro de Energias Renováveis e Ambiente - é o profissional que tem conhecimentos de engenharia química, engenharia elétrica e engenharia mecânica. Tem capacidade de encontrar opções adequadas de geração, uso, operação, manutenção e gestão de energia. Está apto para projetar, construir, operar e realizar manutenção de sistemas que se utilizam de energias renováveis como eólica, solar, de biomassa, do hidrogênio e outras. (Fonte: Unipampa)

Saiba mais: Cursos na área de meio ambiente

Ciências Biológicas – Ênfases em Biologia Marinha e Costeira e Gestão Ambiental Marinha e Costeira: Uergs

Gestão Ambiental: Uergs, Ulbra, Urcamp, Unisinos e Unipampa

Engenharia de Bioprocessos e Biotecnologia: Uergs

Engenharia de Energias Renováveis e Ambientes: Unipampa

Engenharia Florestal: Unipampa e UFSM

Engenharia Ambiental: Ufrgs, Ulbra, Unisc, UCS, UPF, Univates, Unisinos, Unilasalle

Engenharia Sanitária e Ambiental: UFSM e UFPel

Engenharia Agrícola: UFPel, URI, Ulbra e Unisc

Engenharia Industrial Madeireira: UFPel

Engenharia Cartográfica e de Agrimensura: Unisinos

Química – Ênfase na Área Ambiental: UCPel

MBA em Gestão Ambiental e MBA Executivo Internacional: Crescimento e Sustentabilidade: Unisinos

Especialização Permanente em Educação Ambiental: UFSM

Especialização em Gestão de Agroecossistemas
Sustentáveis: UCS

MBA em Gestão do Ambiente e Sustentabilidade: Fundação Getúlio Vargas (FGV)

MBA em Gestão Ambiental, Gestão e Educação Ambiental (EaD): IFRS

Especialização em Educação Ambiental (EaD), Técnico em Meio Ambiente: Senac/RS

————————————————————————————————————-

Reportagem: Nildo Jr

Fotografia: Cristiano Estrela, Tarsila Pereira

Edição: Janine Souza