Correio do Povo

10/05/2018 10:18 - Atualizado em 10/05/2018 10:26

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Estilista Karl Lagerfeld ameaça abandonar nacionalidade alemã por conta de políticas migratórias

Diretor artístico da Chanel afirmou em entrevista que odeia Angela Merkel

Diretor artístico da Chanel afirmou em entrevista que odeia Angela Merkel- Crédito: Patrick Kovarik / AFP / CP
Diretor artístico da Chanel afirmou em entrevista que odeia Angela Merkel
Crédito: Patrick Kovarik / AFP / CP

O estilista Karl Lagerfeld, exasperado com a política migratória de Angela Merkel, que em sua opinião provocou a entrada do partido de extrema-direita AfD no Parlamento, ameaçou em uma entrevista renunciar à cidadania alemã "se isso continuar". "Ela tinha que dizer que tínhamos que receber um milhão de migrantes ? (...) Temos que lembrar o passado da Alemanha. Odeio Merkel por ter esquecido isso", afirmou o diretor artístico da Chanel em entrevista à revista francesa Le Point. Merkel "queria passar uma boa imagem, é o seu lado de filha de pastor que não pode suportar o mal que a Alemanha fez aos outros desde 1933. O paradoxo é que querer reparar esse mal, aproxima ele do poder. O AfD era inexistente e com uma única frase ela o fez existir, afugentando dois milhões de eleitores e enviando uma centena de neonazistas para o Parlamento", afimou Lagerfeld. "Se isso continuar, vou abandonar a nacionalidade alemã. Não quero continuar fazendo parte do clube de neonazistas", acrescentou. "Mas nem por isso quero me tornar francês. Não gosto de nações, sou cosmopolita", acrescentou o estilista nascido em Hamburgo, no norte da Alemanha. No entanto, há alguns meses, Lagerfeld afirmou em outra entrevista a uma revista francesa que se sentia "completamente" alemão. "Está nos meus genes e não tenho nenhum problema com isso. Não é porque Merkel faz besteiras, que vou desistir de ser alemão", disse ele à revista Madame Figaro. Em novembro, outras declarações sobre Merkel e os migrantes, que ele descreveu como "inimigos" dos judeus, provocaram polêmica. "Não é possível, mesmo que décadas se passem, matar milhões de judeus para fazer milhões de seus piores inimigos virem", declarou no canal de televisão francês C8.

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