Correio do Povo

10/09/2018 12:23 - Atualizado em 10/09/2018 12:43

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Após trégua, Ciro volta a criticar Bolsonaro: "Ele representa um risco grave à população"

Candidato do PDT afirmou que posicionamentos do adversário são estimulantes à violência

Ciro ainda reiterou que não concorda com nada que Bolsonaro fala- Crédito:  Guilherme Testa / CP Memória
Ciro ainda reiterou que não concorda com nada que Bolsonaro fala
Crédito: Guilherme Testa / CP Memória

O candidato do PDT à Presidência, Ciro Gomes, criticou na manhã desta segunda-feira, o concorrente do PSL, Jair Bolsonaro, durante agenda pública em Mauá, município da região metropolitana de São Paulo. O tom de Ciro representa uma pausa na trégua que os concorrentes ao Planalto haviam dado a Bolsonaro, que foi vítima de uma facada na última quinta-feira em Juiz de Fora (MG). • Estado de Bolsonaro ainda é grave e ele terá que fazer nova cirurgia Classificando o ataque a Bolsonaro como inadmissível, Ciro considerou que os posicionamentos do adversário são estimulantes à violência. "Ele representa um risco grave à população", afirmou. "Não concordo com nada que ele pensa, nada do que ele fala. Depois do ataque, suspendi as atividades da minha campanha. Mas agora é bola para frente." Na noite desse domingo, após o debate Estadão/TV Gazeta/Jovem Pan, Ciro já havia criticado Bolsonaro. Segundo ele, o candidato do PSL foi ferido na barriga, mas não mudou nada na cabeça. Ciro também buscou minimizar o efeito eleitoral do crime contra Bolsonaro. • Procuradora diz que agressor de Bolsonaro mostrou lucidez em audiência O pedetista afirmou que a população se uniu a ele em solidariedade humana e que isso pode representar "uma pequena fração de aumento na intenção de votos". Sobre declarações de assessores de Bolsonaro, que falam da possibilidade de o ex-capitão vencer no primeiro turno, Ciro Gomes disse que, na avaliação dele, "não há a menor chance". "Em uma, duas semanas ele estará bem, e o debate volta ao seu leito normal", disse. • Denúncia de racismo contra Bolsonaro volta à pauta no STF nesta terça-feira

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