Correio do Povo

10/09/2018 19:18 - Atualizado em 10/09/2018 19:52

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Filhos de Bolsonaro avaliam escolta a membros da família

Boletim médico aponta estabilidade de candidato do PSL à Presidência

Corporação já ampliou seguraça de todos os candidatos à Presidência- Crédito: Tânia Rêgo / Agência Brasil / CP Memória
Corporação já ampliou seguraça de todos os candidatos à Presidência
Crédito: Tânia Rêgo / Agência Brasil / CP Memória

Os filhos do candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro, Flávio e Eduardo, se reuniram na tarde desta segunda-feira na sede da Polícia Federal, em Brasília, com o diretor-geral da corporação Rogério Galloro. No encontro, ficou acertado que o andamento das investigações sobre o atentado sofrido pelo presidenciável e uma análise de risco vão definir a possibilidade de estender para membros da família a escolta que o candidato recebe da PF. Segundo os filhos, o PSL, partido de Bolsonaro, vai oficializar um questionamento sobre o risco de segurança de cada integrante da família levando em conta as investigações. "A gente confia muito na Polícia Federal e essa análise de risco será feita por eles", disse Flávio Bolsonaro. Até o momento, a PF ampliou a segurança de todos os candidatos à Presidência. A partir de agora, o número de policiais na escolta de cada concorrente passará de 21 para 25. Por ser deputado federal, Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) poderá contar com a escolta fornecida pela Câmara dos Deputados, que tem sua polícia legislativa. Flávio, por sua vez, que é deputado estadual no Rio de Janeiro e disputa uma vaga no Senado, avalia com representantes da Secretaria de Segurança Pública do Rio a viabilidade de uma escola. Na saída do encontro com o diretor da PF, de forma diplomática, os filhos de Bolsonaro disseram que confiam no trabalho da corporação e que vão aguardar o término da apuração. "A escolta está sendo feita dentro de um profissionalismo. Se não fosse a agilidade da escolta da PF, o Jair poderia não ter suportado. Nós somos gratos pelo que eles estão fazendo", disse Eduardo Bolsonaro. Questionado sobre se houve alguma falha por parte da escolta no dia do atentado, Eduardo disse que toda polícia trabalha com redução de riscos e que "risco zero" não existe quando se trata de autoridades e políticos. Sobre boatos que circulam na internet e versões de que Adélio Bispo de Oliveira não teria atuado sozinho, os filhos do candidato disseram que é preciso esperar a investigação da PF. "Enquanto não se chega a uma conclusão ou algo mais transparente, é óbvio que a tendência de todos é reforçar a segurança. Não sabemos se houve uma articulação, envolvimento político, se foi um lobo solitário ou um louco", disse Eduardo. Boletim médico O candidato permaneceu nesta segunda-feira em condições estáveis, informou o Hospital Albert Einstein, em boletim médico divulgado por volta das 19h. “O candidato realizou fisioterapia - caminhada e exercícios respiratórios - sem apresentar dor”. Ademais, o boletim afasta sinais de febre e infecção, destaca que Bolsonaro permanecerá em tratamento intensivo e terá de manter jejum oral (ele está sendo alimentado por soro direto na veia). O hospital acrescentou também que o tratamento cirúrgico para fechamento da colostomia será realizado no futuro em uma internação eletiva - sem estimar prazos. Quem assina o boletim é o cirurgião Antônio Luiz Macedo, o clínico e cardiologista Leandro Echenique e o diretor superintendente do hospital, Miguel Cendorogio.

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