Correio do Povo

11/09/2018 09:32 - Atualizado em 11/09/2018 09:54

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Comissão escolhe nesta terça-feira representante do Brasil na disputa pela indicação ao Oscar

Última chance brasileira na premiação foi com a animação O Menino e o Mundo em 2016

"Ferrugem" levou o kikito de Melhor Filme no Festival de Cinema de Gramado e está na disputa pela vaga- Crédito: Divulgação / CP
"Ferrugem" levou o kikito de Melhor Filme no Festival de Cinema de Gramado e está na disputa pela vaga
Crédito: Divulgação / CP

Reúne-se nesta terça-feira, na sede da Cinemateca Brasileira, em São Paulo, a comissão nomeada pelo Ministério da Cultura para escolher o filme indicado pelo Brasil para concorrer a uma vaga no próximo Oscar. Inscreveram-se 22 produções. O anúncio será feito às 12h30. Tem sido um longo jejum brasileiro na festa da Academia de Hollywood. O último filme selecionado para concorrer foi Central do Brasil, de Walter Salles, em 1999. Em 2006, O Ano em Que Meus Pais Saíram de Férias, de Cao Hamburger, foi pré-indicado na listas de nove, mas não ficou entre os cinco finalistas. A última indicação não ocorreu na categorias de filme estrangeiro, mas na de melhor animação - O Menino e o Mundo, de Alê Abreu, em 2016. Todo ano surgem as mesmas dúvidas - o que seria o concorrente ideal do Brasil no Oscar? Talvez o grande equívoco das comissões que indicam o concorrente brasileiro seja tentar pensar com a cabeça da Academia. O Oscar de filme estrangeiro é dos que mais ousam - e surpreendem. Mesmo assim, ocorrem coisas como o caso Cidade de Deus. Ignorado no Oscar de filme estrangeiro de 2003, o longa de Fernando Meirelles cravou quatro indicações no ano seguinte, incluindo direção, roteiro, montagem e fotografia. Outras vezes em que o Brasil esteve pertinho do Oscar - em 2012, Carlinhos Brown concorreu a melhor canção, por Rio; em 2015, O Sal da Terra, codirigido por Juliano Salgado, filho do fotógrafo Sebastião Salgado - personagem principal -, foi indicado para melhor documentário. Em 1986, William Hurt foi melhor ator por O Beijo da Mulher Aranha, coprodução dirigida (em São Paulo) por Hector Babenco. Em 2005, o uruguaio Jorge Drexler venceu o Oscar de canção por Al Otro Lado del Rio, tema do filme Diários de Motocicleta, de Walter Salles. Entre os filmes que disputam a indicação deste ano, destacam-se duas ótimas produções de gênero - O Animal Cordial, terror de Gabriela Amaral Almeida, e As Boas Maneiras, outro terror, da dupla Marco Dutra/Juliana Rojas. Ferrugem, de Aly Muritiba, já foi aprovado por uma plateia dos EUA, a de Sundance. Juventude, redes sociais, tudo isso pode somar. O veterano Cacá Diegues está na disputa por Grande Circo Místico. E há o belíssimo Benzinho, de Gustavo Pizzi. E o indicado do Brasil será...? Os 22 concorrentes - Além do Homem, de Willy Biondani - Alguma Coisa Assim, de Esmir Filho e Mariana Bastos - O Animal Cordial, de Gabriela Amaral Almeida - Antes que Eu Me Esqueça, de Tiago Arakilian - Aos Teus Olhos, de Carolina Jabor - As Boas Maneiras, de Juliana Rojas e Marco Dutra - Benzinho, de Gustavo Pizzi - Canastra Suja, de Caio Soh - Como É Cruel Viver Assim, de Julia Rezende - Dedo na Ferida, de Silvio Tendler - Encantados, de Tizuka Yamasaki - Entre Irmãs, de Breno Silveira - Ex-Pajé, de Luiz Bolognesi - Ferrugem, de Aly Muritiba - Não Devore Meu Coração!, de Filipe Bragança - O Caso do Homem Errado, de Camila de Moraes - O Desmonte do Monte, de Sinai Sganzerla - O Grande Circo Místico, de Cacá Diegues - Paraíso Perdido, de Monique Gardenberg - Talvez uma História de Amor, de Rodrigo Bernardo - Unicórnio, de Eduardo Nunes - Yonlu, de Hique Montanari

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