Panorama Econômico/D. Nunes

DENISE


CELESC COLHE FRUTOS DA EXPERIÊNCIA GAÚCHA

A Celepar (Companhia de Informática do Paraná) apresentará em abril, em um encontro técnico da Abep - entidade que reúne as estatais do setor -, uma ferramenta para geração de código em software livre, que permitirá às empresas desenvolverem produtos sem utilizar ferramentas de código proprietário, que pagam licenças. O novo código também segue o padrão de interoperabilidade do governo federal, o e-Ping, o que significa que o usuário pode passar de um programa a outro sem se desconectar. 'Assim como fizemos com o Expresso, nossa intenção é ceder o código às empresas estaduais por meio de convênios de cooperação técnica, cujo único compromisso é de que as melhorias feitas por essas empresas nos sejam repassadas', explica o presidente da Celepar, Marcos Mazoni. Mazoni faz na Telepar o que havia feito na Procergs, presidida por ele no governo Olívio Dutra. O grande projeto da empresa começa este ano: a informatização das 2,1 mil escolas da rede estadual. Neste primeiro semestre, serão atendidas 760 escolas, com financiamento do Banco Mundial.


NICHO ABANDONADO
 Mazoni conta uma curiosidade: o Expresso, o correio eletrônico da Celepar, foi criado a partir da decisão do governo gaúcho de cobrar pelo Direto, desenvolvido pela Procergs em sua gestão. Segundo ele, houve uma evasão de usuários justamente quando a Procergs começaria a ter receita com serviços.


DIFERENÇA
 No Paraná havia 10 mil usuários. Com o Expresso já são 15 mil, número que cresce à medida que outros estados fazem convênios. Já são cinco a utilizá-lo e mais três em negociação. A diferença em relação ao Direto é que este foi todo desenvolvido na Procergs, enquanto o Expresso usou tecnologia alemã.


PARA MAIA, INVESTIR NO BRASIL É ATO DE FÉ
 O presidente do Sonae, Sérgio Maia, afirmou ontem, na assinatura do termo de construção do Shopping Hipermercado Big, em Gravataí, que investir no país é quase um ato de fé. 'A política monetária precisa ser revista para que seja possível à iniciativa privada fazer novos investimentos', disse ele, argumentando ser difícil manter os investimentos com a atual taxa de juros.


FLEXIBILIZAÇÃO
 O presidente da ABTP, Wilen Manteli, representará a CNI no grupo do Fórum Nacional do Trabalho que vai rever a legislação sindical no sistema portuário. A idéia é estabelecer uma legislação mais flexível, que priorize as negociações.

FINAL FELIZ
 A PGE comemora o resultado de um trabalho de mais de uma década: a conclusão favorável do processo de execução fiscal que garantiu à Metasa arrendar por R$ 3 milhões mais aluguéis mensais às instalações da Menegaz e firmar-se como a maior produtora latino-americana de equipamentos agrícolas. E, com isso, unir-se à Kuhn S/A.

MAIS EMPREGO
 'A chegada da Kuhn a Passo Fundo é uma promessa de mais emprego e renda para a região', diz o procurador do Estado Rodinei Escobar Xavier Candeia, responsável pelos processos tributários da região.

APORTE EM APLS
 O Sebrae/RS e parceiros investirão R$ 48,7 milhões em 16 APLs (Arranjos Produtivos Locais) gaúchos nos próximos três anos. Só este ano, serão R$ 17,9 milhões.


PONTO FINAL

A Metalúrgica Mor, de Santa Cruz do Sul, entrou no mercado dos produtos licenciados pelos grandes times de futebol. Além da dupla Gre-Nal, a empresa fechou contrato com oito equipes de Rio de Janeiro, Minas Gerais e Bahia para lançar a linha Cadeiras Clubes. Parte das vendas será revertida aos parceiros.

As turbulências e o alto grau de competição no setor farmacêutico serão tema de um fórum, amanhã, promovido pelo Sesi-Farmácia, na Fiergs.

A SKA Automação de Engenharias estará na 1ª Feintech, em Horizontina, entre 1º e 4 de março. Apresentará suas soluções de design e manufatura para o mercado do agribusiness.

Dirigentes das cinco empresas de manufatura eletrônica unidas na EMS Alliance para criar uma plataforma de produção de até 1 milhão de componentes/dia virão em março a Porto Alegre, onde se reúnem com a parceira brasileira Teikon Tecnologia Industrial.

Diante dos recordes de consumo de energia, o governo Rigotto avisa: investirá R$ 500 milhões nos próximos dois anos para reforçar o setor elétrico.


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