CORREIO DO POVO
PORTO ALEGRE, SEXTA-FEIRA, 20 DE OUTUBRO DE 2006
Tipos de dor no peito têm cartilha
Iniciativa do Grupo Hospitalar Conceição instrui sobre o que deve ser feito em defesa da própria vida
Sirena falou sobre sintomas e fatores de riscoO Grupo Hospitalar Conceição (GHC) lançou ontem cartilha com informações sobre a principal causa de morte dos gaúchos: o ataque do coração. O material, que será distribuído nas emergências dos quatro hospitais do grupo e em postos de saúde, traz dados sobre tipos de dor no peito e o que deve ser feito em cada situação. Em 2005, as doenças relacionadas ao coração resultaram na morte de 21,3 mil pessoas no RS, o equivalente a 30,4% de todas as causas.
A cartilha informa que a dor no peito pode ser ataque cardíaco quando o paciente sente pressão ou dor esmagadora no peito, às vezes acompanhada de suor, náusea ou vômitos; quando a dor se estende até a mandíbula, braço esquerdo ou ombro esquerdo; quando há dor, falta de ar momentânea e azia forte. O gerente das unidades de internação do Hospital Conceição, Sergio Sirena, esclareceu que fumo, diabetes, colesterol alto, pressão alta, obesidade e histórico de ataque cardíaco na família são fatores de risco. 'É importante que o diagnóstico e o tratamento sejam rápidos. Isso faz a diferença', alertou.
Sirena advertiu que pessoas a partir dos 40 anos e do sexo masculino têm mais risco de sofrer um ataque cardíaco. Nos jovens, a doença não é comum, mas quando ocorre as chances de sobrevivência são menores. Por dia, 50 pacientes procuram a emergência do Hospital Conceição com dores no peito, sendo que apenas um caso é grave. Outros dez pacientes precisam ser submetidos a exames de diagnóstico para identificar o problema. A distribuição da cartilha será complementada, a partir do dia 1º, com uma alteração no sistema de acolhimento dos pacientes do Hospital Conceição. Para acelerar a assistência, o atendimento seguirá passos pré-definidos com o objetivo de reduzir as chances de um ataque cardíaco passar despercebido. O novo procedimento também vai liberar mais rapidamente os pacientes sem gravidade, que compõem 80% dos atendimentos diários.