CORREIO DO POVO
PORTO ALEGRE, QUINTA-FEIRA, 26 DE ABRIL DE 2007

Parte de prédio clandestino desaba
Nenhuma pessoa foi atingida, mas moradores de duas áreas da vizinhança estão correndo perigo




20PARTE9.jpg Justiça havia mandado demolir


Parte de um prédio inacabado, de quatro andares, desabou às 16h30min de ontem em uma servidão com acesso pelo número 1341 da rua Professor Carvalho de Freitas, no bairro Cascata, em Porto Alegre. Há risco de que o prédio, com sérios problemas estruturais, desabe por inteiro, colocando em risco moradores de duas áreas invadidas da região e de terrenos legalizados localizados na vizinhança. 'Havia uma decisão judicial determinando que a edificação, construída sem autorização da Secretaria Municipal de Obras e Viação, fosse demolida', relatou o agente Jorge Brito, da Defesa Civil da Capital.

Bombeiros do Grupo de Busca e Salvamento (GBS) vasculharam os escombros em busca de possíveis vítimas do desabamento. 'Por sorte, ninguém foi atingido', ressaltou o capitão Gilson Wagner Alves. Segundo ele, além de uma laje de concreto, ruíram uma parte dos fundos e 20% da cobertura. Os agentes da Defesa Civil da Capital constataram sérias rachaduras e inclinações nas paredes laterais do prédio. 'Na hipótese de ocorrerem novos desabamentos, os escombros podem atingir até sete casas nas proximidades', alertou o agente Brito.

Por precaução, os moradores foram retirados dos imóveis e notificados do problema. O acesso à servidão foi interditado pelas equipes. Elas retornam ao local a partir das 8h de hoje. O proprietário do prédio alegou que iniciou a construção do imóvel há três anos, mas faltou recursos para terminar a obra. Notificado pela Secretaria Municipal de Obras e Viação para que realize a demolição do que sobrou, ele argumento não ter como arcar com as despesas.

'Certamente o município terá que contratar empresa especializada para demolir o prédio e evitar que algo de pior aconteça', frisou Brito. Para evitar incidentes, a CEEE interrompeu o fornecimento de energia nas moradias próximas do imóvel que ameaça ruir. A Defesa Civil da Capital investiga a denúncia de que o dono do prédio possui outros imóveis com problemas estruturais na região. 'Escutei um estrondo semelhante ao de uma explosão e um pó branco invadiu minha casa', relatou a estudante Ana Apelt, 27.




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