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VELHO TITE. VELHO ROTH

Não entrando muito no mérito das declarações e dos episódios, é possível dizer que Celso Roth e Tite mudaram muito pouco nos últimos anos. Roth ficou mais velho e aprendeu (será?) algumas coisas importantes, mas sempre cobra a conta. Há poucos dias se comentou bastante sobre suas declarações à revista Placar. Ele só cobrou a conta, como sempre. Achava que não iria ficar (a entrevista foi dada em outubro e publicada agora) e chutou o balde. Restou o clima ruim. Nada de surpreendente. Tite demitiu Ilo Roxo. Ele e o filho Giuliano. Imediatamente lembrei-me do episódio Paulo Paixão. Não sei por quê. Ilo, em cinco anos, participou como preparador de goleiros de oito títulos. E, mais recentemente, da projeção dos goleiros Renan e Lauro. Tomara que os deuses do futebol não cobrem a conta. E sorte para o Ilo, que é um grande cara. Quem sabe o Abelão não o leva para os Emirados Árabes?

BATEU, LEVOU

O jogador que bateu na mulher foi despachado pelo Grêmio. Agredir a mulher na rua com o filho vendo tem preço. Um morador denunciou e o cara se deu mal. Não pode um profissional cercado de olhos a vigiá-lo achar que vai passar despercebido. Tomara que sirva de exemplo para aventureiros.

EURICÃO NÃO MAIS

A torcida do Vasco cansou do estilo fanfarrão. A história de que Eurico era bom para o Vasco acabou. Roberto Dinamite rebaixou o time, mas o torcedor sabe que foi em decorrência da péssima administração anterior. Bato sempre nessa tecla, pois o futebol tem que se livrar dessas figurinhas.

TRAGÉDIAS

As principais tragédias do futebol gaúcho dão um equilíbrio também da desgraça. Muito se discutiu nos últimos dias quem foi melhor em 2008. O Inter campeão de tudo ou o Grêmio que ficou com uma vaga na Libertadores? Pois é. Ninguém conseguiu ser feliz de pleno. E aí ficamos perguntando onde foi que erraram. O Inter focou mal o jogo contra o Sport na Copa do Brasil e o Grêmio, a partida com o Vitória no Brasileirão. Em todos os tempos, as maiores tragédias têm equilíbrio. O Grêmio perdeu três decisões em casa. Em 1982 para o Flamengo, em 2002 para o Olimpia e em 95 para o Corinthians. O Inter duas: uma em 88 para o Bahia e em 89 o carrasco foi o Olimpia. Fora de casa, foi derrotado na final de 87 para o Flamengo.

LUIGI X SIGMA

Desenha-se uma disputa na Situação colorada para 2010. Os dois próximos anos poderão indicar quem cairá nas graças de Carvalho. Ele tem ditado as regras nas eleições do clube. Luigi foi parceiro no futebol e na administração. Sigma é velho companheiro desde os tempos de Papaléo. É homem da Comunicação. Os dois têm trânsito na imprensa. Ambos possuem condições de presidir o clube.

MUITOS NEGÓCIOS

Muitos negócios geram muitas comissões. Transações fortalecem relação com empresários. Nem todos são de bom nível. Alguns saem por aí espalhando coisas, especialmente depois de umas que outras. Dirigente tem que abrir o olho, pois do contrário acaba se vendo em situações embaraçosas. Dou o milagre, mas não dou o santo. Quem está envolvido sabe do que estou falando.

TUDO DE NOVO

Vem aí mais um Gauchão. Vou antecipar aqui algumas coisas que vão acontecer. Primeiro: Simon (três copas do Mundo) é colorado e Gaciba (quatro vezes o melhor do Brasil) é gremista. Não servem para apitar jogos ou de Grêmio ou de Inter. Outra coisa: muitos clubes do Interior vão terminar a competição falando em não voltar no ano que vem. Terceiro: o Grêmio, se discutirá, tem que jogar com titulares ou reservas? Quarto: Noveletto encerra dizendo que foi o melhor Gauchão dos últimos tempos. E tomara que seja mesmo.

HISTÓRIAS DE VIDA

Neste mês vamos fazer um programa 'Terceiro Tempo' ao ar livre. No Chalé da Praça XV, do amigo Edemir Simonetti. Esse programa vem desde 1967 entrando nos lares dos gaúchos. Há pouco tempo, mandou-me uma correspondência o senhor Max Guinter, simplesmente o idealizador do nome. Ganhou um concurso. Está aqui, registrado nos arquivos do nosso Correio do Povo. Em agradecimento, mandei pra ele um relógio personalizado da Kuele. Max estaria ainda morando em Gaivotas? Se estiver, será nosso homenageado no mês de aniversário do programa.

CP MEMÓRIA

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POR ONDE ANDA

Foram 17 anos de vida profissional em busca do gol e centenas de tentos comemorados. José Claudio Duarte, o Zé Claudio, despontou no Aimoré, jogou no Inter, brilhou no Glória e rodou o Interior empilhando gols. Hoje, aos 42 anos, reside em Alvorada, na Grande Porto Alegre, e defende-se ganhando a vida como ajudante de caminhão. O menino de origem humilde, nascido em 25 de dezembro de 1966, tornou-se jogador de futebol já 'velho', com quase 19 anos. Ele atuava no time amador do Ouro Verde, na várzea porto-alegrense, quando recebeu um convite para treinar no Aimoré, no final de 1984.
Aprovado no 'Índio Capilé', Zé Claudio tornou-se ídolo da torcida aimoresista e despontou para o futebol gaúcho sendo o goleador da Segunda Divisão em 1985, com 17 gols. O Aimoré, do saudoso presidente João Becker, montou um timaço e sagrou-se vice-campeão da Segundona com os gols de Zé Claudio, a segurança do goleiro Dagoberto e a habilidade do meia André Carpes, entre outros.
Durante esse campeonato, Zé Claudio foi observado de perto por dois dos maiores técnicos do futebol gaúcho: Ênio Andrade e Abílio dos Reis, que indicaram a sua contratação para o Inter. 'Eles foram me ver em um jogo em Estrela. Nós ganhamos por 3 a 1 com três gols meus e ali eles decidiram me levar para o Inter', lembra o artilheiro, que ainda hoje bate a sua bolinha no time amador do Corinthians de Alvorada.
No Internacional, Zé Claudio ficou quase quatro anos, período em que rodou o Brasil, sendo emprestado para times como o Sampaio Correia-MA. 'No Inter joguei com grandes jogadores, como Taffarel, Luiz Carlos Winck e Aloísio. Não consegui me firmar e acabei emprestado', recorda. Entre os diversos clubes do RS em que atuou, como Brasil, São Luiz e Santo Ângelo, Zé Claudio guarda um carinho especial pelo Glória de Vacaria, onde afirma que fez os melhores contratos. Após 17 anos, abandonou a bola sem juntar dinheiro e hoje trabalha para obter a manutenção da sua família.

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