|
|
|
básico ou fashion
Os estilistas não dispensaram o seu uso nos desfiles de moda deste ano. John Galliano apresentou, na sua coleção, um xale inspirado na cultura espanhola. No estilo mantón, os bordados coloridos causam um impacto de beleza e sofisticação que dispensa o uso de qualquer outra peça de realce no figurino. Toda a atenção fica concentrada na riqueza de detalhes de flores e folhas. Para provar que uma roupa pode mudar com o uso de um xale, basta imaginar os dois vestidos da página sem o bom e belo curinga. O estilista Franck Sorbier não deixou por menos e apresentou, em seu desfile, um vestido discreto de corte reto e longo, que tem como destaque um xale de tramas largas e exuberantes franjas. Lorenzo Riva, que tem como marca registrada a criação de vestidos assimétricos, faz transparecer neles a sensualidade, por trás de bordados românticos, dissociando o romantismo da ingenuidade. Para completar a beleza de seu modelo com flores vermelhas, ele também recorreu a um xale de seda liso e longuíssimo, mas com ênfase nas franjas. Usado como um recurso para dar graça a um figurino, um único xale pode também dar charme a combinação camiseta e jeans. Ele ainda pode se transformar ao ser usado somente nos ombros; aberto, cobrindo todas as costas; ou ainda, sendo usado na cintura. A única recomendação quando se opta por um xale muito vistoso é não exagerar no restante das peças, nem em brincos, colares ou jóias. Deve-se saber distinguir para o que se quer chamar a atenção, se é para o xale ou para a roupa. Blusas de golas estruturadas não combinam com esses curingas. Para os dias de primavera, o acessório pode ser usado no lugar do também famoso casaquinho. Xales podem ser retangulares e longos, no estilo estola, ou ainda, em formato de triângulo, adornados com franjas fartas e volumosas. Os tecidos variam entre a seda pura e o algodão cru.
A modelo desfilou para os londrinos uma blusa de crochê feita por mãos brasileiras e desenhada por Carlos Miele. O estilista formou uma parceria com artistas brasileiras da favela da Rocinha, no Rio de Janeiro. A intenção de Miele é recuperar a tradição do crochê e do macramê, além de realizar um trabalho que estabeleça um diálogo entre os excluídos e a sociedade. Mais de 40 peças foram apresentadas. Hit primaveril
As meias três-quartos voltaram com força total ao figurino das garotas. Sucesso nas décadas de 60 e 70 e relacionada com a vestimenta escolar, a peça retornou supercolorida, cheia de listras, prometendo seguir em alta por um bom tempo. Várias marcas estão lançando no mercado meias para serem usadas com sandálias transparentes e babuches, feitas de lycra e algodão nobre penteado. As listradas são as mais procuradas. Há ainda modelos em cores quentes, além de ouro, com listras verdes; rosa-frúti e amarelo; vermelho com verde; lilás; branco; hortênsia; verde-menta; e vermelho queimado. Há ainda estampas de borboletas, flores, estrelas e bichos, entre outras. |
|
|
|
Porto Alegre - RS - Brasil |