POR
LUIZ CORONEL
Balonistas de Torres
Voar
é subir os degraus
da montanha
apoiado
no corrimão
das nuvens.
Voar
é ser a própria
pandorga
do menino que fomos.
Voar
é ser vizinho
da Lua
nas sesmarias
do outono.
Voar
é abrir as janelas
do tempo.
Voar
é colher
a Rosa dos Ventos.
Voar
é dialogar
com o silêncio
e morder fatias
de sol.
Voar é ser íntimo
das gaivotas
e desvendar o segredo
dos anjos.
Voar
é tornar
a liberdade
um substantivo
concreto.
Voar
é habitar um mundo
sem cadeados,
nem teto.
luizcoronel@agenciamatriz.com.br
Correio
do Povo
Porto Alegre
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