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  • 02/08/2018
  • 10:53
  • Atualização: 11:03

"Mamma Mia! Lá Vamos Nós de Novo" agrada e serve como homenagem ao primeiro filme

Longa estreia nesta quinta-feira nos cinemas brasileiros

Amanda Seyfried e Meryl Streep voltam na sequência de

Amanda Seyfried e Meryl Streep voltam na sequência de "Mamma Mia!" | Foto: Divulgação / CP

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  • Lou Cardoso

A verdade é que não precisava de uma sequência para "Mamma Mia! O FIlme". Porém, convenhamos que para os fãs do musical estrelado por Meryl Streep e Amanda Seyfried mais uma dose desta parceria não seria de todo mal, não é? Devido a isso, "Mamma Mia! Lá Vamos Nós de Novo" estreia nesta quinta-feira com altas expectativas para todo mundo. Inclusive para quem aposta no fracasso deste novo filme. O que não é o caso.

Com a proposta de resgatar as memórias de Donna Sheridan (Lily James/Meryl), o longa começa do mesmo jeito que o primeiro: com Sophie (Amanda) enviando convites para um grande evento que, desta vez, trata-se da inauguração do hotel Bella Donna. A dúvida na lista de convidados fica se a jovem convida ou não a avó materna que nunca conheceu. E claro, como esta família não aceita-se qualquer membro, esta senhora é uma outra estrela musical conhecida como Ruby Sheridan, interpretada por ninguém menos que Cher. Enquanto aguardamos o grande dia, a juventude de Donna é relembrada pelos seus ex-amados Harry (Colin Firth), Biil (Stellan Skargard) e Sam (Pierce Brosnan) durante os contratempos que acontecem naquela inesquecível ilha grega. 

Dirigido por Ol Parker, o filme possui um contraste gritante em comparação com o primeiro. Pelas mãos de Phyllida Lloyd, "Mamma Mia!" tinha uma energia contagiante e lançava uma sincera ingenuidade no seu desenrolar. Para o público, era muito perceptível que o elenco estava se divertindo com aquela filmagem, com toda a teatralidade envolvendo as músicas do ABBA ao lado de figurantes carismáticos.

Em "Lá Vamos Nós de Novo", o tom é outro. Sem a participação onipresente de Donna, o clima melancólico deixa a história contida, o que impede uma disposição mais energética para a reunião destes personagens tão queridos. E se no primeiro filme, era assumida a comédia exagerada, aqui não existe a intensidade tão particular de "Mamma Mia! O Filme". Entretanto, o que mantém a trama interessante são os flashbacks de uma destemida Donna Sheridan. É possível sentir uma conexão entre o trabalho de Meryl e Lily graças à entrega da jovem atriz, que abraçou o espírito da protagonista.

Dupla cômica

A presença das amigas Tanya (Christine Baranski) e Rosie (Julie Walters) é outro aspecto positivo. Elas possuem uma química imbatível e comprova que não se limitaram à direção de Parker. O timing cômico da dupla oferece os melhores momentos da história. Assim como a participação de Cher, que abusa da fantasia proporcionada a sua personagem que parece ser uma extensão da sua figura. A cantora, inclusive, poderia ter sido muito mais explorada como um gancho mais envolvente para a sequência. Ela é uma diva que não precisa de muito para conquistar o público, especialmente aqueles que amam os musicais.   

No filme, a cantora também é responsável por cenas dignas do gênero ao lado de Andy Garcia, que a propósito, estava a passeio no longa. Mas vamos ao que interessa: Meryl Streep. A ícone atriz foi a alma de "Mamma Mia! O Filme" e é por causa dela que "Lá Vamos Nós De Novo" existe.

A essência dos dois filmes, no geral, é o amor desta pequena família, formada por duas mulheres independentes. Quando isto é relembrado, a sequência desabrocha e volta a ter o seu verdadeiro charme. Aquele pelo qual os fãs são apaixonados. Não é à toa que os números entre Meryl e Amanda são os mais emocionantes de todo o filme. Lágrimas escaparão.

"Mamma Mia! Lá Vamos Nós de Novo" agrada, mas o longa, em si, poderia ser muito mais divertido. O roteiro possui algumas incoerências em relação à história original e os encaixes poderiam ter sido ajustados com mais atenção aos detalhes. De fato, o filme é uma homenagem que serve para preencher o coração dos apaixonados por Mamma Mia! e também por musicais. Somente uma produção como esta abraça o ridículo e festeja como uma "Dancing Queen".