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  • 09/06/2018
  • 10:07
  • Atualização: 10:40

Catarinense Willian Cardoso vence etapa de Uluwatu do Mundial de surfe

Com a 1ª vitória de “Panda” na carreira, Brasil tem 4 entre os 5 melhores surfista da WLS

Catarinense Willian Cardoso superou o líder do ranking Julian Wilson na bateria final | Foto: Kelly Cestari / WSL / Divulgação / CP

Catarinense Willian Cardoso superou o líder do ranking Julian Wilson na bateria final | Foto: Kelly Cestari / WSL / Divulgação / CP

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Willian Cardoso, natural de Balneário Camboriú, Santa Catarina, conquistou pela primeira vez na carreira uma etapa do Mundial de Surfe da World Surf League (WSL) na madrugada deste sábado. Com o resultado na praia de Uluwatu, em Bali, na Indonésia, “Panda” chega a quinta colocação e coloca o Brasil com quatro surfistas rntre os cinco primeiros do ranking.

A vitória é a quarta de brasileiros em cinco etapas disputadas na temporada. Antes de Willian Cardoso, Ítalo Ferreira, de Baia Formosa, no Rio Grande do Norte, havia conquistado as etapas de Bells Beach, na Austrália, e Keramas, em Bali. Filipe Toledo, de Ubatuba, São Paulo, levantou a taça em Saquarema, no Rio de Janeiro.

Willian vence, mas liderança do Mundial vai para o austaliano Julian Wilson

Panda chegou a bateria final tirando da disputa Filipe Toledo, que terminou a etapa na segunda colocação do ranking com 25.900, nas quartas de final com 14.24 contra 11.67 do paulista. O derrotado na semifinal foi o australiano Mikey Wright, por 13.77 a 13.16, que havia desclassificado o campeão mundial de 2014, Gabril Medina, nas quartas.

Na decisão, superou o líder Julian Wilson com 15.57 contra 14.43 do australiano. Entretanto, com o resultado, Wilson assumiu a ponta, que era de Ítalo Ferreira até o início da etapa, com 27.215. Ferreira caiu para a terceira colocação e soma 24.995. O quarto brasileiro entre os cinco do ranking é Gabriel Medina, que tem 20.940.

Com o resultado, Cardoso chega aos 19.740 e assume a quinta colocação. Michael Rodrigues ganhou uma colocação no ranking com a 13ª colocação em Uluwatu e subiu da 10ª para a nona colocação com 15.275.

Gaúcha Tatiana Weston-Webb termina em segundo

Tatiana Weston-Webb, que nasceu em Porto Alegre e foi morar ainda bebê no Havaí, foi derrotada na final pela francesa Johanne Defay por 13.13 a 12.67. Com o resultado, a brasileira ocupa a terceira colocação do ranking com 29.160. A líder é a norte-americana Lakey Peterson, com 35.630. A terceira é a australiana hexacampeã do mundo Stephanie Gilmore, que soma 35.575 e que caiu nas semifinais para a surfista brasileira.

Silvana Lima foi desclassificada no round 2. A surfista de Paracuru, no Ceará, é a nona do ranking com 20.050 pontos.

Brasileiros dominam o ranking da World Surf League em 2018 - Foto: Reprodução site da WSL

Etapa de Uluwatu foi continuação de Margareth River

A Etapa de Uluwatu foi inédita para a história das competições organizadas pela WSL, pois foi a continuidade de Margareth River, na Austrália, a terceira do calendário e que foi interrompida devido ao perigo com tubarões. Dois ataques a surfistas ocorreram em Gracetow, local onde ocorreriam as baterias, e a organização, por segurança adiou a etapa, depois de dois rounds.

Próximo destino é Jeffreys Bay

No dia 2 de julho, todos os surfistas da elite do esporte estarão em Jeffreys Bay, na África do Sul, para a sexta etapa do Mundial de surfe. Em 2017, Filipe Toledo foi o vencedor.

Completam o circuito mundial mais cinco etapas: Teahupoo, no Tahiti, entre os dias 10 e 21 de agosto; o Surf Ranch Pro, na piscina de ondas de Kelly Slater, em Lemoore, nos Estados Unidos, entre os dias 6 e 9 de setembro; Landes, na França, entre os dias 3 e 14 de outubro; Peniche, em Portugal, entre os dias 16 e 27 de outubro e a grande final ocorre em Banzai Pipeline, no Havaí, entre os dias 8 e 20 de dezembro.

Todas as etapas são transmitidas ao vivo, com narração em português, gratuitamente, pelo site da liga. A partir da etapa da África do Sul, a WSL passará a exigir que o espectador tenha acesso ao Facebook para assistir a competição.