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Porto Alegre, segunda-feira, 10 de Dezembro de 2018

  • 06/12/2018
  • 14:35
  • Atualização: 18:01

Suspeito de fraude, grupo Gamp diz que é vítima de perseguição política

Investigação do Ministério Público aponta desvio de mais de R$ 40 milhões da área de saúde de Canoas

Documentos foram apreendidos | Foto: Marjuliê Martini e Roberta Salinet / MPRS / Divulgação / CP

Documentos foram apreendidos | Foto: Marjuliê Martini e Roberta Salinet / MPRS / Divulgação / CP

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* Com informações da repórter Fernanda Bassôa

Suspeito de desviar milhões da área de Saúde de Canoas, na região Metropolitana, o Grupo de Apoio à Medicina Preventiva e à Saúde Pública (Gamp), em breve comunicado, ressalta que é vítima de um movimento de perseguição política e de empresas contrariadas com o sistema. O Gamp reforça que tem o maior interesse em esclarecer os fatos e que outras manifestações irão ocorrer assim que os advogados tiverem acesso a todo o teor da investigação do Ministério Público Estadual.

Deflagrada pelo Ministério Público, a operação cumpriu mandados de prisão preventiva contra pessoas ligadas ao Grupo de Apoio À Medicina Preventiva e à Saúde Pública (Gamp). Dois agentes públicos, que estariam envolvidos no esquema, foram afastados de suas funções pelo período de 120 dias.

A investigação do Ministério Público apontou a suposta ocorrência de desvios de recursos da prefeitura de Canoas, que seriam destinado à saúde pública para contas bancárias de pessoas ligadas ao Gamp. A análise técnica do Laboratório de Tecnologia de Lavagem de Dinheiro do Núcleo de Inteligência do MP teria indicado que, de dezembro de 2016 até agora, a Prefeitura transferiu R$ 426 milhões para o Gamp. Deste valor, suspeita-se que pelo menos R$ 40 milhões foram desviados para contas pessoais de integrantes do esquema.

Outra forma de desvio de verbas públicas identificada pelo Gaeco Saúde foi a destinação de valores a título de “custos indiretos”. Conforme levantamento do Tribunal de Contas do Estado (TCE), entre janeiro de 2017 e junho deste ano, o Gamp teria se apropriado de R$ 9,3 milhões sob essa justificativa. O TCE fez apontamento dessa irregularidade e o grupo, então, apresentou justificativas que teria reforçado a percepção das investigações de que havia clara intenção do desvio.