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Porto Alegre, terça-feira, 25 de Setembro de 2018

  • 15/08/2018
  • 10:41
  • Atualização: 10:52

Índice de Atividade Econômica indica queda perto de 1% do PIB no 2º trimestre

Greve dos caminhoneiros teria agravado recuperação

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  • AE

A queda de 0,99% do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) no segundo trimestre ante o anterior indica um recuo parecido do Produto Interno Bruto (PIB) no período, avalia o economista-chefe do Banco Fator José Francisco de Lima Gonçalves. Ele conta que antes da divulgação esperava retração de 0,50% para o PIB do segundo trimestre, mas admite que o IBC-Br sugere um declínio mais intenso, dadas as condições ainda desfavoráveis da retomada. No primeiro trimestre, o PIB subiu 0,4%, enquanto em 2017 a alta fora de 1,0%.

"Certamente, tem o efeito da greve dos caminhoneiros, mas antes mesmo da paralisação a atividade já estava desacelerando. A greve se somou ao que vinha acontecendo. O desempenho do mercado de trabalho a partir de abril é uma mostra. Algumas empresas começaram a contratar, mas o emprego ainda está ruim", afirma.

A despeito da expectativa de resultados mais favoráveis da atividade referentes ao terceiro trimestre, Lima Gonçalves pondera que isso não o anima a ponto de estimar um crescimento acima de 1,00% para o PIB de 2018. "Mesmo que tenha uma recuperação no terceiro trimestre em relação ao segundo, o PIB deve fechar o ano mais perto de 1,00%", estima.

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Diante do cenário enfraquecido da atividade, o economista não vê espaço para aumento na taxa de juros. Neste sentido, acredita que o juro deve ficar em 6,50% por um longo tempo. "A Selic não deve subir tão cedo mesmo com incertezas externas. Também acho difícil cair dado o argumento do Copom na ata de que a condução da política monetária depende da continuidade das reformas, do andar da carruagem e do quadro internacional. Se o externo não tinha piorado em relação à reunião passada, desta vez piorou", diz.