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Porto Alegre, domingo, 16 de Dezembro de 2018

  • 13/03/2017
  • 14:46
  • Atualização: 15:05

Tornado atingiu São Francisco de Paula, diz Metsul

Município da Serra Gaúcha teve 500 casas destruídas

Município da Serra Gaúcha teve 500 casas destruídas | Foto: Halder Ramos / Especial / CP

Município da Serra Gaúcha teve 500 casas destruídas | Foto: Halder Ramos / Especial / CP

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A tempestade que atingiu São Francisco de Paula, na Serra Gaúcha, nesse domingo foi, na verdade, um tornado, segundo a Metsul. Os dados obtidos, analisados e as condições atmosféricas presentes na região no momento do episódio sustentam a conclusão sobre o registro do fenômeno sobre a cidade, diz a Metsul. O tornado veio acompanhado de uma supercélula de tempestade severa. Em em razão da magnitude dos danos estruturais totais, o vento em alguns pontos da cidade pode ter atingido a velocidade de 150 km/h.

O fenômeno ingressou de Oeste para Leste a partir do sentido Canela-Litoral com atuação em parte da área urbana, afetando principalmente quatro bairros. O tornado foi resultado do avanço de uma frente fria sobre o Estado que organizou uma potente linha de tempestades com raios, granizo e vento forte. Sobre a Serra Gaúcha atuava uma corrente de jato - corredor de vento em baixos níveis - transportando ar quente. Este tipo de corrente costuma criar condições propícias à formação de tornados ao interagirem com sistema frontais de rápido deslocamento.

Rastro de destruição

O município vai decretar estado de calamidade pública devido ao temporal que causou destruição em quatro bairros. Segundo o coordenador municipal da Defesa Civil, Maurício da Silva Borges, a medida será tomada porque uma pessoa morreu em decorrência da tempestade. A Defesa Civil do Estado divulgou na manhã desta segunda-feira um boletim sobre os danos causados informando que a cidade teve 500 casas destruídas e contabiliza 70 desalojados. Ao todo, 1,6 mil pessoas foram afetadas.

Os desabrigados estão sendo levados para o Ginásio municipal, que fica ao lado do corpo de Bombeiros, e a defesa civil pede auxílio de moradores de outras cidades da região que possam fazer a doação de lonas, telhas, alimentos, água, colchões e cobertores. “Estamos precisando de ajuda porque não conseguimos precisar 100% do desastre, que foi muito grande”, ressalta Maurício.