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Porto Alegre, domingo, 21 de Outubro de 2018

  • 17/07/2018
  • 14:26
  • Atualização: 14:38

Campanha contra a pólio e o sarampo deve imunizar 528 mil crianças no RS

Meta da Secretaria Estadual de Saúde é alcançar, ao menos, 95% do número previsto

Meta é imunizar 528 mil crianças no Rio Grande do Sul | Foto: Mateus Bruxel / CP memória

Meta é imunizar 528 mil crianças no Rio Grande do Sul | Foto: Mateus Bruxel / CP memória

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  • Cláudio Isaías

Pelo menos 528 mil crianças serão imunizadas no Rio Grande do Sul contra a poliomielite e o sarampo entre os dias 6 a 31 de agosto. A vacinação será destinada para quem tem de um ano a quatro anos. A meta da Secretaria Estadual da Saúde (SES) é alcançar, ao menos, 95% delas, independentemente se a caderneta de vacinação estiver em dia ou não.

A mobilização para a campanha nacional foi apresentada ontem pelo secretário estadual da Saúde, Francisco Paz, durante reunião no Centro Administrativo Fernando Ferrari, em Porto Alegre. O encontro contou com as presenças de representantes de entidades como o Rotary Club, a Famurs, o Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers), a Associação Médica do Rio Grande do Sul (Amrigs), a Sociedade de Pediatria do Estado e a Associação Gaúcha de Emissoras de Rádio e Televisão (Agert).

No dia 18 de agosto, um sábado, acontecerá o Dia D de Vacinação. Dados divulgados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pelo Unicef apontam que os números de casos de sarampo e de poliomielite aumentaram em 2017 em todo o mundo. No início do mês de julho, segundo Paz, a secretaria confirmou sete casos de sarampo no Rio Grande do Sul. Já na região Norte do Brasil, os estados de Roraima e Amazonas registram, juntos, mais de 500 casos. Conforme Paz, a campanha que será realizada no Rio Grande do Sul é para que toda a população tenha consciência e seja chamada à responsabilidade.

“É necessário que todos os pais tenham a consciência de que a vacinação é importante e que a doença precisa continuar controlada e eliminada no País. Não são verdadeiras as informações que juntam a vacina a problemas negativos e nós vamos desmascarar essas informações falsas”, explicou o secretário de Saúde. No ano passado, a média de vacinação no Estado atingiu 81%. “Se atingirmos os 95% do público-alvo estaremos satisfeitos e o Estado ficará imune”, destacou.

O secretário afirmou que o declínio que as coberturas vacinais no país e Estado vem apresentando nos últimos anos. “Esse movimento de afastamento e desinteresse tem como fatores a não ocorrência recente de algumas doenças no Brasil assim como notícias falsas e campanhas mal informadas”, afirmou.

O sarampo, por exemplo, não era registrado no Brasil desde 2015. Neste ano, retornou causando mortes no Norte do país. No Rio Grande do Sul, já foram confirmados sete casos importados de pessoas com viagem à Europa e ao Amazonas. A poliomielite está erradicada do Brasil desde 1994, o último caso registrado no Estado foi em 1983.

O governador Ilo Vile Coutinho, do Distrito 4670 do Rotary Club, disse que a instituição e tem promovido ações em vários países sobre vacinação desde a década de 1980. Seus distritos, distribuídos em todos municípios gaúchos, darão apoio às secretarias municipais durante a imunização.

Diante de casos de sarampo em Porto Alegre, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) informa que a vacina é a melhor forma de prevenção e está disponível nas unidades de saúde do município, para a faixa etária a partir dos 12 meses até os 49 anos. A vacina contra o sarampo é a tríplice viral, que protege também contra a caxumba e a rubéola.

Em caso de dúvida, a orientação é procurar uma unidade de saúde, preferencialmente com a carteira de vacinas. Crianças que fizeram duas doses da vacina estão imunizadas contra a doença. A secretaria orienta que toda a pessoa que, independente da idade e situação vacinal, apresente febre e exantema (manchas vermelhas no corpo), acompanhados de um ou mais dos seguintes sintomas: tosse, coriza e/ou conjuntivite, deve procurar atendimento em serviço de saúde para ser avaliado.