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  • 18/05/2018
  • 09:10
  • Atualização: 09:16

Ex-espião russo atacado na Inglaterra com substância química deixa hospital

Londres acusa governo de Vladimir Putin de estar por trás do envenenamento

Ex-espião russo atacado na Inglaterra com substância química deixa hospital | Foto: Chris J Ratcliffe / AFP / CP

Ex-espião russo atacado na Inglaterra com substância química deixa hospital | Foto: Chris J Ratcliffe / AFP / CP

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  • AFP

O ex-coronel do serviço secreto russo Serguei Skripal, que no dia 4 de março sofreu na Inglaterra um ataque com uma substância química atribuído a Moscou pelo governo britânico, recebeu alta nesta sexta-feira - anunciou o hospital. "É uma notícia fantástica que Serguei Skripal esteja bem o suficiente para deixar o Hospital do Distrito de Salisbury", afirmou em um comunicado Cara Charles-Barks, diretora do centro médico da cidade do sul da Inglaterra, onde aconteceu o ataque, que também feriu a filha do ex-agente, Yulia Skripal, e um policial.

Yulia Skripal recebeu alta no dia 11 de abril. Com a saída de Serguei Skripal, "os três (pacientes) já receberam alta", afirma o comunicado do centro médico. O hospital explicou o tratamento recebido pelos Skripal, que estavam à beira da morte quando foram encontrados inconscientes em um banco na rua de Salisbury. "Tratar pessoas que estavam tão mal, depois que foram envenenadas com um agente nervoso, exige estabilizá-las, mantê-las com vida até que seus corpos possam produzir mais enzimas até substituir as que foram envenenadas".

A Organização para a Proibição das Armas Químicas (OPAQ), que enviou especialistas a Salisbury, anunciou em abril que as análises de laboratório confirmavam "as descobertas do Reino Unido sobre a identidade do agente químico tóxico utilizado" no atentado, sem especular sobre quem executou o ataque e sem identificar a substância por seu nome. O governo britânico afirma que a substância era da família Novichok, agentes químicos que eram produzidos em laboratórios militares russos.

Londres acusou o governo de Vladimir Putin de estar por trás do atentado, o que o Kremlin negou. A crise provocou a expulsão de vários diplomatas russos da Europa e dos Estados Unidos, o que Moscou respondeu com medidas similares.