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  • 20/08/2018
  • 08:48
  • Atualização: 10:05

Venezuela corta cinco zeros das notas de dinheiro e lança pacote de medidas econômicas

Símbolos das novas cédulas têm referência ao petróleo

O governo de Nicolás Maduro define o atual momento da economia do País como um

O governo de Nicolás Maduro define o atual momento da economia do País como um "ponto de reflexão" | Foto: Federico Parra / AFP / CP Memória

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  • Agência Brasil

Com uma inflação estimada em 1.000.000%, neste ano pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, lança nesta segunda-feira um pacote de medidas que inclui o chamado "Madurazo", que é o  corte de cinco zeros da moeda local, que se chamará bolívar soberano. O governo define o atual momento de "ponto de reflexão". "Vamos desmontar a perversa guerra do capitalismo neoliberal", afirmou o presidente.

Segundo as autoridades da Venezuela, haverá um novo redesenho da política fiscal e tributária do país, incluindo subsídios para a gasolina, reajustada em 4%, e a definição de câmbio único, que flutuará de acordo com as definições do Banco Central Venezuelano.

Novas notas

A nova moeda venezuelana, cujo símbolo é Bs.S., tem cinco zeros a menos em comparação ao bolívar, que coexistirá para operações bancárias menores. As novas notas de Bolívar soberano são de 2, 5, 10, 20, 50, 100, 200 e 500 já estão nos bancos e serão colocadas em circulação ainda hoje. Os símbolos das notas têm referência ao petróleo.

Dona das maiores reservas mundiais de petróleo, a Venezuela observa o encolhimento da sua economia. De 1913 até este ano, o Produto Interno Bruto (PIB) do País foi reduzido pela metade, segundo o FMI, que prevê uma inflação superior a 13.000% em 2018 e um índice de desemprego de 36% até 2022.

Superar a grave crise econômica, social e política será o maior desafio de Maduro. O que se passa na Venezuela também preocupa os países vizinhos, que estão enfrentando uma crise humanitária na região, pois eles não têm estrutura para absorver os milhares de venezuelanos que fogem da hiperinflação e do desabastecimento.

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