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  • 27/08/2018
  • 22:20
  • Atualização: 22:41

Colômbia anuncia saída da Unasul por "cumplicidade com ditadura venezuelana"

Brasil, Argentina, Colômbia, Chile, Peru e Paraguai suspenderam sua participação

Brasil, Argentina, Colômbia, Chile, Peru e Paraguai suspenderam sua participação | Foto: Raul Arboleda / AFP / CP

Brasil, Argentina, Colômbia, Chile, Peru e Paraguai suspenderam sua participação | Foto: Raul Arboleda / AFP / CP

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  • AFP

O presidente da Colômbia, Iván Duque, anunciou nesta segunda-feira que o país deixará a União das Nações Sul-americanas (Unasul) dentro de seis meses, devido ao seu "silêncio e cumplicidade" com a "ditadura" de Nicolás Maduro na Venezuela. Em declaração à imprensa, o presidente disse que seu governo já iniciou o trâmite formal para denunciar o tratado que assinou em 2008 e que o vincula ao organismo.

A saída da Colômbia já tinha sido antecipada pelo chanceler Carlos Holmes Trujillo em 10 de agosto, três dias depois de Duque assumir o poder. "Durante vários anos, denunciei publicamente que a Colômbia não deveria continuar fazendo parte da Unasul, porque é uma instituição que prestou, com seu silêncio e muitas vezes sua complacência, para que não se denunciassem os tratamentos brutais da ditadura da Venezuela" aos cidadãos, justificou Duque.

O presidente acrescentou que o bloco regional, criado por inciativa de Luiz Inácio Lula da Silva e o finado líder venezuelano Hugo Chávez, "nunca denunciou nenhum destes atropelos", como tampouco garantiu as liberdades dos venezuelanos.

No entanto, a Colômbia vai continuar trabalhando pelo "multilateralismo" na região à luz da Carta Democrática Interamericana, firmada no âmbito da Organização de Estados Americanos (OEA), expressou Duque. "Mas não podemos continuar sendo parte de uma instituição que foi a maior cúmplice da ditadura da Venezuela", enfatizou.

Brasil, Argentina, Colômbia, Chile, Peru e Paraguai decidiram em abril suspender sua participação na Unasul até que seja nomeado um novo secretário-geral em substituição ao colombiano Ernesto Samper, que deixou o cargo em janeiro de 2017.


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