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  • 10/01/2019
  • 23:11
  • Atualização: 23:19

Brasil qualifica de "ilegítimo" novo mandato de Nicolás Maduro

Diplomacia brasileira reforçou pedido para que Assembleia Nacional assuma poder Executivo

Diplomacia brasileira reforçou pedido para que Assembleia Nacional assuma poder Executivo | Foto: Raul Arboleda / AFP / CP

Diplomacia brasileira reforçou pedido para que Assembleia Nacional assuma poder Executivo | Foto: Raul Arboleda / AFP / CP

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  • AFP

O governo brasileiro qualificou nesta quinta-feira de "ilegítimo" o novo mandato do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, que horas antes foi empossado em Caracas. Conforme comunicado do Brasil, o poder Executivo deve recair sobre a Assembleia Nacional.

"Tendo em vista que nesta data, 10 de janeiro de 2019, Nicolás Maduro não atendeu às exortações do Grupo de Lima, formuladas na Declaração de 4 de janeiro, e iniciou novo mandato presidencial ilegítimo, o Brasil reafirma seu pleno apoio à Assembleia Nacional, órgão constitucional democraticamente eleito, ao qual neste momento incumbe a autoridade executiva na Venezuela, de acordo com o Tribunal Supremo de Justiça legítimo daquele país", definiu a nota. "O Brasil confirma seu compromisso de continuar trabalhando para a restauração da democracia e do estado de direito na Venezuela, e seguirá coordenando-se com todos os atores comprometidos com a liberdade do povo venezuelano", acrescentou o Itamaraty.

Mais cedo nesta quinta-feira, a Organização dos Estados Americanos (OEA) aprovou uma resolução para declarar ilegítimo o segundo mandato de Maduro, não reconhecido por grande parte da comunidade internacional. A resolução pede a "realização de novas eleições presidenciais com todas as garantias necessárias para um processo livre, justo, transparente e legítimo".

Maduro venceu em 20 de maio uma eleição boicotada pela oposição e denunciadas como uma fraude. Seu país está mergulhado em uma grave crise política e econômica que obrigou 2,3 milhões de pessoas a deixá-lo desde 2015, segundo a ONU. A crise causou escassez de alimentos e medicamentos e, segundo o Fundo Monetário Internacional (FMI), a inflação em 2019 atingirá 10.000.000%.