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Porto Alegre, sábado, 17 de Novembro de 2018

  • 20/04/2018
  • 23:04
  • Atualização: 23:24

Defesa afirma que Joesley mente e que Aécio não atendeu a interesses da J&F

Advogado reiterou que recursos doados à campanha do mineiro foram registrados no TSE

Advogado reiterou que recursos doados à campanha do mineiro foram registrados no TSE | Foto: Jefferson Rudy / Agência Senado / CP

Advogado reiterou que recursos doados à campanha do mineiro foram registrados no TSE | Foto: Jefferson Rudy / Agência Senado / CP

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A defesa do senador Aécio Neves (PSDB-MG) afirmou, nesta sexta-feira, que o empresário Joesley Batista, da J&F, mente para tentar manter, "de forma desesperada", seu acordo de colaboração premiada que aguarda há sete meses para ser discutido pelo Supremo Tribunal Federal. "Os recursos doados às campanhas do PSDB em 2014 somaram R$ 60 milhões e estão devidamente registrados no Tribunal Superior Eleitoral", disse em nota o advogado Alberto Zacharias Toron.

Segundo ele, doações feitas a outros partidos não podem ser considerados de responsabilidade do PSDB, "tampouco de seu então presidente". Ele disse que o senador não atendeu a qualquer interesse de Joesley. Em relação à acusação de que tentou interferir na nomeação de delegados para a condução de inquéritos, feita pelo ex-ministro Osmar Serraglio, afirmou que a "questão cabe exclusivamente à Polícia Federal".

Conforme Toron, todas as conversas que Aécio teve sobre o tema foram no sentido de mostrar seu "inconformismo com inquéritos abertos sem qualquer base fática". Em especial, prosseguiu, com a demora em serem concluídos, levando a um "inevitável desgaste". O advogado negou também conversa entre Aécio e o acionista da Andrade Gutierrez Sérgio Andrade em torno da construção da usina de Santo Antônio.

"O leilão e a construção da usina foram de responsabilidade do governo federal, sem qualquer participação do governo de Minas", disse o advogado. Já o senador Renan Calheiros disse em nota que "não se prestaria a falar" com Serraglio. "Pelo contrário, virei oposição ao governo Temer justamente quando ele assumiu o ministério indicado, e teleguiado, pelo (ex-deputado) Eduardo Cunha. Quem conhece minimamente a política sabe que eu jamais me relacionei com esse grupo. Pelo visto, esse Osmar continua com a carne fraca", disse Renan. Procurado, o empresário Alxandre Aciolly não se manifestou sobre as acusações.