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Porto Alegre, quarta-feira, 21 de Novembro de 2018

  • 08/09/2018
  • 11:20
  • Atualização: 13:50

Agressor de Bolsonaro pagou R$ 400 por um quarto de pensão

Hóspede chegou ao local há duas semanas com reserva por um mês de estadia

Adelino Bispo de Oliveira pagou adiantado por um mês de estadia | Foto: Tomaz Silva / Agência Brasil / CP

Adelino Bispo de Oliveira pagou adiantado por um mês de estadia | Foto: Tomaz Silva / Agência Brasil / CP

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Uma casa de dois andares, com grades de ferro, no centro de Juiz de Fora (MG). Este foi o local escolhido pelo pedreiro Adelio Bispo de Oliveira, agressor confesso do candidato à Presidência Jair Bolsonaro (PSL), para se hospedar no último mês na cidade. Ele mora em Montes Claros, a 677 km de distância de Juiz de Fora. Segundo um dos donos da pensão, Oliveira chegou ao local há duas semanas e pagou adiantado por um mês de estadia. Na mesma época, a notícia de que o candidato iria visitar a cidade em setembro já circulava entre os apoiadores de Bolsonaro.

Uma casa de dois andares, com grades de ferro, no centro de Juiz de Fora (MG). Este foi o local escolhido pelo pedreiro Adelio Bispo de Oliveira, agressor confesso do candidato à Presidência Jair Bolsonaro (PSL), para se hospedar no último mês na cidade. Ele mora em Montes Claros, a 677 km de distância de Juiz de Fora. Segundo um dos donos da pensão, Oliveira chegou ao local há duas semanas e pagou adiantado por um mês de estadia. Na mesma época, a notícia de que o candidato iria visitar a cidade em setembro já circulava entre os apoiadores de Bolsonaro.

Com medo de algum tipo represália, parentes do pedreiro deixaram a casa onde moram no bairro Maracanã, em Montes Claros. Vizinhos disseram que eles se transferiram para uma comunidade rural próxima do local, para evitar o assédio de estranhos. Uma das sobrinhas de Oliveira teve de desativar sua conta no Facebook, depois que apareceu como sendo parente do pedreiro. O jornal Estado de Minas publicou na última sexta-feira que a família estava amedrontada e sem entender os motivos para a agressão ao candidato do PSL.

"Ele era na dele, não falava muito sobre a vida. Disse que já foi morador de rua e que precisava trabalhar. Ficou comigo por uns quatro meses e depois pediu para sair", afirmou ao jornal O Estado de S. Paulo o dono de uma lanchonete em Montes Claros onde Oliveira trabalhou. Ele foi filiado ao PSOL de Uberaba de 2007 a 2014, quando pediu para sair da sigla. O PSOL considerava Oliveira como um "militante de base" - expressão que, conforme o partido, significa que o filiado não participava das decisões tomadas pela legenda no município. O PSOL diz que, por se tratar de militante sem posto na agremiação, não é possível informar de que forma ele participaria da vida partidária.