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Porto Alegre, quarta-feira, 14 de Novembro de 2018

  • 10/09/2018
  • 10:59
  • Atualização: 11:15

Denúncia de racismo contra Bolsonaro volta à pauta no STF nesta terça-feira

Julgamento foi iniciado no último dia 28, mas foi interrompido por um pedido de vista do ministro Alexandre de Moraes

Denúncia contra o presidenciável foi oferecida ao STF em 13 de abril  | Foto: Mauro Pimentel / AFP / CP Memória

Denúncia contra o presidenciável foi oferecida ao STF em 13 de abril | Foto: Mauro Pimentel / AFP / CP Memória

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  • Agência Brasil

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) deve retomar nesta terça-feira o julgamento sobre o recebimento de uma denúncia de racismo da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra Jair Bolsonaro, candidato do PSL à Presidência. O julgamento foi iniciado em 28 de agosto, quando foi interrompido por um pedido de vista do ministro Alexandre de Moraes. O placar ficou em 2 a 2. Nesta segunda-feira, ele reincluiu o processo na pauta de julgamentos da Primeira Turma, da qual é presidente.

A denúncia foi oferecida ao STF pela procuradora-geral da República, Raquel Dodge, em 13 de abril, em decorrência de uma palestra proferida no ano passado por Bolsonaro no Clube Hebraica, no Rio de Janeiro. Ela acusou o deputado de racismo e manifestações discriminatórias contra quilombolas, índios, refugiados, mulheres e lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais (LGBTs).

Na ocasião, o deputado disse que ao visitar um quilombo constatou que “o afrodescendente mais leve lá pesava sete arrobas. Não fazem nada! Eu acho que nem para procriador eles servem mais”.

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Votaram pelo recebimento de parte da denúncia os ministros Luís Roberto Barroso e Rosa Weber. Eles consideraram que Bolsonaro deveria se tornar réu e responder a ação penal pelos crimes de discriminação e incitação ao crime, devido a falas em relação aos quilombolas e aos homossexuais.

O relator, ministro Marco Aurélio Mello, e o ministro Luiz Fux consideraram que as falas de Bolsonaro se inserem no contexto da liberdade de expressão e rejeitaram a denúncia.

Caso seja aceita a denúncia da PGR, Bolsonaro pode se tornar réu pela terceira vez no STF. Ele já responde a outras duas ações penais, nas quais é acusado de injúria e de incitação ao estupro, devido a declarações feitas em relação à deputada Maria do Rosário (PT-RS).