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  • 11/09/2018
  • 12:44
  • Atualização: 12:53

Ao depor, agressor se diz "ameaçado" por discurso de Bolsonaro

Suspeito afirmou não fazer mais uso regular de medicamentos para depressão

Ao depor, agressor se diz

Ao depor, agressor se diz "ameaçado" por discurso de Bolsonaro | Foto: Reprodução / CP

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  • R7

O suspeito de esfaquear o candidato à presidência, Jair Bolsonaro (PSL), Adélio Bispo, afirmou em depoimento durante audiência de custódia em Juiz de Fora, Minas Gerais, que o motivo que teria o levado a agredir o presidenciável seria um sentimento de ameaça. "Eu, como tantos milhões de pessoas, me sinto ameaçado pelo discurso dessa pessoa. Aquela certeza que mais cedo ou mais tarde ela vai acabar cumprindo o que prometeu", afirmou ele.

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O fato, ocorrido em Juiz de Fora, Minas Gerais, na quinta-feira, junto a outros episódios de violência contra outros políticos, fez da disputa presidencial de 2018 a mais violenta desde a primeira eleição após o fim do regime militar, em 1989.

Questionado se o ato teve viés político ou religioso, Bispo afirmou que sim para ambas as motivações. "Foi um incidente, um imprevisto que terminou de forma problemática por discordância em diferentes pontos", disse na audiência. "O fato ocorreu, houve um ferimento, embora pretendíamos dar uma resposta, um susto, alguma coisa dessa natureza."

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Os vídeos gravados durante a audência foram divulgados pelo canal do youtube "Metrópole" do jornal O Estado de S. Paulo. Nas gravações, Adélio diz ainda que fez uso de diferentes tipos de medicamento controlados, inclusive, de Pamelor, indicado para tratar sintomas de depressão. Atualmente, porém, o suspeito afirmou não fazer mais uso regular dos medicamentos. 

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Bispo também lembrou o tumulto durante sua prisão. "Fui imobilizado por alguns policiais, espancado nas pernas e nas costelas pelos militantes. Estou com muita dor na região das costelas." Ele relata também ter sido retirado do local por policiais. "Fui levado para um pequeno comércio fechado, havia um portão de grades e quando me colocaram lá me agrediram, me jogaram para dentro e tentaram fechar. Começou uma série de interrogatórios", afirmou. "Após 40 minutos, uma hora pedi para ter a presença de um advogado. Um policial se dispôs a me colocar em contato com meus familiares."

Bispo afirmou ter feito exame de corpo de delito. "Estou em uma cela com seis detentos projetada para dois. Um dos detentos me xingou, me ameaçou", disse Adélio.