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  • 12/01/2019
  • 09:46
  • Atualização: 09:58

Defesa de João de Deus desiste de habeas corpus no STF

De acordo com advogado, desistência é uma estratégia processual

Médium é acusado de violação sexual mediante fraude e de estupro de vulnerável | Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil / CP

Médium é acusado de violação sexual mediante fraude e de estupro de vulnerável | Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil / CP

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  • Agência Brasil

A defesa do médium João de Deus protocolou no Supremo Tribunal Federal (STF), na sexta feira à noite, um pedido de desistência do habeas corpus apresentado durante o período de recesso na Corte. O caso é analisado pelo presidente do STF, ministro Dias Toffoli. O médium está preso desde 16 de dezembro, no Núcleo de Custódia de Aparecida de Goiânia (GO), sob a acusação de violação sexual mediante fraude e de estupro de vulnerável, crime que teria sido praticado contra centenas de mulheres. A defesa nega as acusações.

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De acordo com o advogado Antonio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, a desistência é uma estratégia processual. Segundo ele, a defesa vai esperar o julgamento de outro habeas corpus protocolado na Justiça de Goiás, que retornou às atividades nesta semana, após o recesso de fim de ano.

O habeas corpus foi protocolado no STF em 20 de dezembro, primeiro dia do recesso no Supremo, mas não teve uma decisão sobre a soltura até momento. A desistência ainda precisa ser homologada por Toffoli.

O Ministério Público de Goiás, que formou uma força-tarefa para cuidar do caso, recebeu mais de 330 denúncias de abuso sexual contra João de Deus de diversos estados brasileiros e do Distrito Federal.