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  • 07/10/2018
  • 22:16
  • Atualização: 08:33

Bolsonaro projeta segundo turno difícil e alerta para “milhões do PT”

Candidato do PSL disse que é preciso eliminar "ameaça" comunista no Brasil

Bolsonaro voltou a questionar segurança das urnas eletrônicas | Foto: Mauro Pimentel / AFP / CP

Bolsonaro voltou a questionar segurança das urnas eletrônicas | Foto: Mauro Pimentel / AFP / CP

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Líder no primeiro turno da eleição presidencial, Jair Bolsonaro (PSL) afirmou em seu primeiro discurso após a confirmação do segundo turno contra Fernando Haddad (PT) que seus apoiadores devem se preparar para uma eleição difícil na segunda etapa do pleito. Bolsonaro afirmou que o PT tem milhões de reais para investir e pediu para o eleitorado afastar a ameaça comunista que Haddad representa.

“Não vai ser fácil o segundo turno. Eles têm milhões para gastar. Eles quebraram empresas, bancos e estatais. Eles têm dinheiro, têm também parte da mídia a seu favor. A gente lamenta que parte da imprensa brasileira não abra os olhos e veja o que os espera com o retorno do PT. Parece que não leram o plano de governo deles que fala em controle da mídia”, afirmou Bolsonaro.

Jair Bolsonaro voltou a questionar a segurança da urna eletrônica e afirmou que só não foi eleito no primeiro turno por conta de irregularidades no sistema. “Foram inúmeras as reclamações. Por isso pedimos a volta do voto impresso. O sistema ganhou a primeira batalha derrubando o voto impresso. Tivemos a bandeira da verdade o tempo todo. Vamos juntos ao TSE exigir soluções para isso que aconteceu agora, e não foi pouca coisa. Temos certeza de que se isso não tivesse ocorrido e houvesse confiança no voto eletrônico já teríamos o presidente da República eleito hoje”, declarou Bolsonaro, que prometeu acabar com “todo o ativismo no Brasil” e garantiu que vai diminuir o tamanho do estado para reduzir a corrupção.

“O que está em jogo é a manutenção da Operação Lava Jato, é a certeza de que o trabalho iniciado lá atrás, com o juiz Sérgio Moro como símbolo, não será jogado na lata do lixo. Vamos reduzir a corrupção o máximo possível. Temos que acreditar, temos como fazer um Brasil diferente. Vamos diminuir o tamanho do estado. Teremos no máximo 15 ministérios. De 150 estatais, vamos diminuir 50. Vamos privatizar ou extinguir 50 estatais. Vamos, com responsabilidade, diminuir o tamanho do estado”, apontou.

“Vamos pôr fim a todos os ativismos do Brasil. Não podemos continuar fazendo o que foi feito nos últimos 30 anos. Não podemos continuar flertando com o socialismo e o comunismo”, disse.