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Porto Alegre, segunda-feira, 23 de Julho de 2018

  • 06/04/2018
  • 14:53
  • Atualização: 16:10

"Tenho certeza que o exército salvaria a pátria”, diz Bolsonaro

Deputado se encontrou com empresários do Vale dos Sinos nesta sexta

Bolsonaro defendeu intervenção militar em entrevista no Vale dos Sinos | Foto: Stephany Sander / Especial / CP

Bolsonaro defendeu intervenção militar em entrevista no Vale dos Sinos | Foto: Stephany Sander / Especial / CP

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Com declarações explosivas, Jair Bolsonaro falou para cerca de cem empresários da região do Vale do Sinos na sede da Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Novo Hamburgo, Campo Bom e Estância Velha (ACI) nesta sexta-feira. A participação dele marcou a primeira edição dos encontros com pré-candidatos à presidência da República que a entidade irá realizar até o mês de outubro.

Antes da conversa com os empresários locais, Bolsonaro concedeu entrevista coletiva, onde comentou assuntos polêmicos. Ao falar sobre o tema segurança pública, ele voltou a defender a intervenção militar.

"Tem que prender e arrebentar o cara já no roubo, no furto, porque assim não teremos crimes maiores como latrocínio e sequestro. Para o crime não há diferença. Essa proposta humanista, folclórica, do politicamente correto, só interfere no trabalho policial.", salientou, corroborando que é a favor da intervenção militar. "Tenho certeza que o exército salvaria a pátria como fez em 64".

Questionado sobre o que faria no lugar do ex-presidente Lula, que tem prazo para se entregar à polícia, foi enfático. "Jamais estaria no lugar dele, pois não sou corrupto. Roubar, como ele fez, não passa pela minha cabeça, mas a lei vale para todos nós e ela agora será cumprida", disse, afirmando ser contra a atual proposta do fim do foro privilegiado, pois ele só ocorreria em última instância.

"Até chegar nisso o cidadão já roubou tudo o que podia e até já morreu. Talvez eu seja o único a votar contra o foro privilegiado por essas razões, mas ao menos não levanto as quatro patas para tirar o tema do debate como Collor, Jucá e companhia", falou, comparando seus colegas de Senado com animais.

Questionado sobre suas propostas para a economia nacional, afirmou que não pode opinar, pois não entende do tema, mas se disse contra as privatizações. Sobre a figura feminina na política, afirmou que não tem problema algum com as mulheres. "Tenho esposa e filha. Se não gostasse de mulher me casaria com o Onyx", brincou, abraçando o deputado que estava ao seu lado, acrescentando que é contra as cotas femininas na política para aquelas que lutam por causas próprias.

Acompanhado de um segurança particular, Bolsonaro contou um com aparato policial, de mais de 30 agentes durante sua presença em Novo Hamburgo. Toda a quadra no entorno da sede da ACI foi fechada e contava com a presença da Brigada Militar, Polícia Federal e Guarda Municipal de Novo Hamburgo. Dois pequenos protestos, um contra e outro a favor do pré-candidato, ocorreram em frente ao prédio onde ele estava mas de forma pacífica.