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  • 16/04/2018
  • 16:23
  • Atualização: 16:49

"A democracia não está em risco no Brasil", diz Moro

Juiz federal discursou em Harvard afirmando que sua punição aos casos de corrupção deveriam ser motivo de orgulho para o País

Juiz federal discursou em Harvard afirmando que sua punição aos casos de corrupção deveriam ser motivo de orgulho para o País | Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil / CP Memória

Juiz federal discursou em Harvard afirmando que sua punição aos casos de corrupção deveriam ser motivo de orgulho para o País | Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil / CP Memória

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"Deixa eu dizer alto e claro: a democracia não está em risco no Brasil", disse nesta segunda-feira o juiz federal Sérgio Moro, responsável pela condenação à prisão do ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva na Operação Lava Jato. Segundo Moro, as investigações de corrupção sob sua responsabilidade e de outros magistrados revelaram fatos "vergonhosos", mas sua punição, afirma, deve ser motivo de orgulho para o País.

Em palestra na Escola de Direito da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, Moro mencionou trecho de discurso feito em 1903 pelo ex-presidente dos EUA Theodore Roosevelt (1858-1919) para reforçar sua posição: "A exposição e a punição da corrupção pública é uma honra para uma nação, não uma desgraça. A vergonha está na tolerância, não na correção".

Em julho, Moro condenou Lula a 9 anos e 6 meses por corrupção e lavagem de dinheiro no caso do triplex do Guarujá. Em janeiro, o Tribunal Regional Federal da 4.ª Região (TRF4) confirmou a condenação e elevou a pena a 12 anos e 1 mês. Lula foi preso por determinação de Moro no dia 5, depois de o Supremo Tribunal Federal (STF) negar pedido de habeas corpus preventivo apresentado por seus advogados.

Aliados do ex-presidente sustentam que o julgamento teve motivações políticas e representam uma ameaça ao sistema democrático. Para eles, não há provas para a condenação do ex-presidente e a proibição de sua participação na eleição representa um golpe. Lula pode ser enquadrado na Lei da Ficha Limpa, que proíbe o registro de candidatos que tenham sido condenados criminalmente em segunda instância.