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Porto Alegre, quarta-feira, 23 de Janeiro de 2019

  • 14/08/2018
  • 07:47
  • Atualização: 10:24

Pesquisa mostra que 53% dos eleitores votariam mesmo não sendo obrigatório

Levantamento divulgado pela Record TV apontou ainda que 48% acreditam em melhora do país em 2019

Pesquisa mostra que 53% dos eleitores votariam mesmo não sendo obrigatório | Foto: Mauro Schaefer / CP Memória

Pesquisa mostra que 53% dos eleitores votariam mesmo não sendo obrigatório | Foto: Mauro Schaefer / CP Memória

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  • Jonathas Costa

A pesquisa divulgada pela Record TV na noite desta segunda-feira que indicou a liderança de Lula e Bolsonaro na corrida ao Planalto também apontou um cenário de relativo otimismo e consciência cívica entre a população. Segundo o levantamento, 53% afirmaram que participariam do próximo pleito mesmo que o voto não fosse obrigatório contra 44% dos eleitores que deixariam de votar. Os dados foram coletados pelo instituto Realtime Big Data, entre 10 e 12 de agosto, com 3,2 mil pessoas, e registrados no Tribunal Superior Eleitoral sob o número de protocolo BR-09102/2018.

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Os entrevistados também foram questionados sobre o sentimento de otimismo em relação ao futuro do país. Para 48% deles, o Brasil deve melhorar em 2019. Acreditam que a situação deve permanecer a mesma 22%. Já os que veem um cenário de piora no próximo ano são apenas 18%.

Influência de Lula

Escolhido candidato à presidência pelo PT, Lula aparece na liderança no cenário estimulado com 29% contra 19% de Jair Bolsonaro (PSL). Como está preso em Curitiba desde abril deste ano, a validade de sua candidatura ainda deve gerar questionamentos jurídicos a partir de quinta-feira, prazo final para a inscrição da chapa no TSE e data em que a presidente do partido, Gleisi Hoffmann, garantiu que o nome do ex-presidente deve ser protocolado. A sigla já apresentou um plano B, com o nome de Haddad para substituir Lula e a gaúcha Manuela D'Ávila (PCdoB) como vice.

No segundo cenário estimulado da pesquisa, quando Haddad substitui o nome de Lula, Bolsonaro lidera com 21% e em segundo lugar aparecem Marina Silva (11%), Alckmin (9%) e Ciro (8%) empatados tecnicamente. O nome do ex-prefeito de São Paulo aparece na quinta posição, com 6%, o mesmo índice de Álvaro Dias (Podemos). Já nos cenários de segundo turno, assim como Lula ganha contra Bolsonaro, Marina, Alckimin e Ciro, Haddad não consegue superar nenhum oponente apresentado aos pesquisados.

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O instituto apurou justamente a influência do apoio de Lula no voto do eleitorado. Para 43% dos entrevistados, a chance de votar em um nome apoiado pelo petista diminuem. Já para 27% o apoio não teria influência no voto. Outros 24% afirmaram que as chances de escolher um nome indicado por Lula aumentariam sua intenção de voto.

Governo Temer

A pesquisa também perguntou a opinião dos eleitores sobre o governo do presidente Michel Temer (MDB): 75% dos entrevistados (3 a cada 4) consideram que o atual presidente faz um governo ruim ou péssimo; 18% avaliam a gestão como regular; 5% como ótimo ou bom; 2% não souberam responder.