A Bienal Black Brazil Art chega à segunda edição

A Bienal Black Brazil Art chega à segunda edição

A exposição é dividida em seis eixos

Fotografia Digital 'Dissolução' (2021)

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Com a temática “Cartografia e Hibridismo do Corpo Feminino: Representação Visual e Afetiva”, a 2ª Bienal Black Brazil Art (2BienalBlack) terá a sua abertura amanhã, dia 13, às 19h, pelo YouTube. A mostra apresenta criações de artistas contemporâneos individuais e coletivos. Pintura, escultura, fotografia, instalação, têxtil, videoarte e performance são algumas das categorias em exibição. Apresentações, oficinas e conversas serão exibidas ao longo dos seis meses do evento. A atração vai até 18 de julho. Todas as atividades são virtuais e gratuitas. A programação está no site bienalblack.com.br.
A mostra reúne obras selecionadas da chamada pública do evento, artistas convidados do Brasil e exterior, e trabalhos e projetos de duas residências internacionais produzidas ao longo de 2021, RAVC (Brasil/Uruguai) e Incorporare (Brasil/Itália). A exposição se divide em seis eixos: Ninharias, Persona Hacker, Plantando Escuta, Cartografia da Voz, Corpo-Espaço e Incorporare. Cada subdivisão apresenta uma proposta sensorial/emocional distinta.
"A Bienal Black Brazil Art continua sendo uma iniciativa inédita com o objetivo de criar uma plataforma de diálogo, difusão e compartilhamento entre a produção de artistas mulheres, principalmente negras, ou produções inspiradas nessas mulheres", explica a museóloga Patricia Brito, que divide a curadoria com Priscila Costa e Zaika dos Santos. A Bienal Black age na coleta e difusão sobre arte com foco na produção de artistas feministas. Ao todo, a 2BienalBlack reúne cerca de 250 obras de mais de 100 artistas.
Alessandra Simões, Ana dos Santos, Camila de Moraes, Carolina Cerqueira, Hiromi Toma, Leda Maria Martins, Luciana Conceição, Nohara Arrieta e Tiffany Ward são algumas das convidadas das mesas. "Reafirmar que a ideia de diversidade de gênero num país como o nosso tão plural promove excelência nas suas artes, na sua cultura e se traduz na sua educação", avalia Patrícia. “Insistir que a igualdade deve ser um critério decisivo não só na educação como na cultura e na vida pública e privada nos tira do falso mito da democracia racial também", finaliza.<VS10.5>
EDIÇÃO ANTERIOR: Realizada de novembro de 2019 a março de 2020, com o tema “Mulheres (in) Visíveis”, a primeira edição da bienal percorreu as três capitais da região sul do Brasil em 12 espaços de artes, com o propósito de dar visibilidade para mulheres anônimas, principalmente as mulheres negras em galerias e museus. Ao todo foram apresentadas mais de 320 obras de mais de 160 artistas. Ainda em 2020 promoveu o ciclo on-line Arte Sem Fronteiras. Em 2022, a Bienal prepara-se para sua segunda edição, desta vez em formato virtual.

 


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