Artistas e produtoras gaúchas falam de cadeia produtiva e perspectivas na pandemia

Artistas e produtoras gaúchas falam de cadeia produtiva e perspectivas na pandemia

Gestora e educadora Loize Aurélio idealizou o projeto virtual, que começa neste sábado

Vera Pinto

Rapper Negra Jaque é uma das participantes do encontro, na noite de hoje, que abre o projeto

publicidade

“Conversas com Artistas Gaúchas na Pandemia” é o ciclo de lives que reúne artistas e produtoras gaúchas ou radicadas no RS, de 12 a 27 de setembro, visando fomentar o conhecimento e e debater sobre protagonismo feminino na economia criativa e perspectivas em tempos de pandemia. Idealizada pela gestora de arte e educadora Loíze Aurélio, a iniciativa prevê quatro edições, transmitidas pelo Facebook/loaurelio. O financiamento é do o edital FAC Digital Emergencial da Secretaria de Cultura do Estado do RS e Feevale.
 
A abertura, neste sábado, às 21h, tematizará “Como a Mulher Canta – Recortes Sobre Aspectos Musicais”, com Alexsandra Amaral, Dessa Ferreira e Negra Jaque. Neste domingo será a vez de discutir “Artes Cênicas, as Produções e a Vida das Mulheres”, às 17h, com Kátia Kneipp, Letícia de Cássia e Silvia Abreu. No dia 24 “Olhares Sobre o Processo Artístico nas Artes Visuais”, às 20h, traz Aline Daka, Ana Maria Albani de Carvalho e Milene Tafra. Finalmente “O Audiovisual Gaúcho e o Feminino”, às 16h30, tem a participação de Camila De Moraes e Flávia Seligman. “Espero que esses fazeres e saberes contemporâneos, os territórios de circulação, e seus olhares venham à tona através desses quatro encontros”, coloca Loíze.
 
Confira as convidadas deste sábado:  
 
Negra Jaque: Desde 2007 na estrada, quando integrou o grupo “Pesadelo do Sistema”, a rapper vem se destacando no segmento do hip hop. Em 2013, ao iniciar carreira solo, foi a primeira mulher vencedora da “Batalha do Mercado”, evento tradicional da região metropolitana de Porto Alegre e, por conta deste prêmio, gravou seu primeiro EP, “Sou”. De lá pra cá, participou de festivais, como o Nosoutras; lançou discos; recebeu prêmios e importantes indicações, como a de Melhor Compositora no Prêmio Açorianos; fez o show de abertura do projeto Unimúsica da Ufrgs; participou do show de Elza Soares no Bar Opinião; circulou por várias cidades do RS, além do Rio de janeiro e São Paulo. Formada em Pedagogia, além da sua carreira no rap, é frequentemente contratada para ministrar oficinas e palestras sobre hip hop, luta feminista e movimento negro. Junto com muitas mulheres negras de todos os tempos, caminha em direção à igualdade e busca um mundo melhor para se viver, que empodera e não vê limites à sua frente.
 
Alexsandra Amaral: Primeira mulher mestre de bateria no Brasil e no RS pela Fidalgos e Aristocratas, é percussionista há mais de 20 anos, ndo no Estado, Brasil e exterior. Licenciada em Música pelo IPA, foi a primeira mulher a representar o Brasil em Cambridge para ensinar sobre samba. Professora de música da Apae Porto Alegre, com convites para ministrar oficina de escola de samba no Texas e na França, está com convite fechado pra fazer musicalização com pessoas com deficiência intelectual e múltipla. 

Dessa Ferreira: é cantautora, percussionista, artivista, arte educadora, bacharel em música popular pelo Instituto de Artes da Ufrgs, produtora musical brasiliense, filha de piauienses e reside desde 2014 em Porto Alegre. Atualmente é liderança do Programa de Aceleração do Desenvolvimento de Lideranças Femininas Negras: Marielle Franco do Fundo Baobá, com o projeto “Mulheres Negras e Tecnologia: Produção Musical Enegrecida”. É uma das fundadoras e compositoras do grupo Três Marias, idealizadora do núcleo de vivência em percussão - Ngoma e do Coletivo Pretambor. Também toca nos trabalhos autorais de Dona Conceição, Thiago Ramil e nos grupos Sankofa Drums e Oseetura. Em 2020 está lançando seu trabalho solo autoral “Pulso”, palavra que traz muitos significados relacionadas a sua trajetória. Além do seu primeiro álbum autoral, em processo de gravação, este ano estará lançando o primeiro CD do grupo Três Marias, “Não Se Cala".
 


publicidade

publicidade

publicidade

Correio do Povo
DESDE 1º DE OUTUBRO 1895