Atelier Subterrânea ressurge com exposição no Museu de Arte Contemporânea do RS
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Atelier Subterrânea ressurge com exposição no Museu de Arte Contemporânea do RS

Galeria que funcionou na Capital entre 2006 e 2015 ganha mostra em sua homenagem

Por
Correio do Povo

Visitação ocorre até 30 de junho,de terça a sexta das 10h às 18h, sábados e domingos das 12h às 18h.

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O Museu de Arte Contemporânea do Rio Grande do Sul - MACRS (Andradas, 736), em Porto Alegre, inaugura sua agenda de 2019, nesta quinta-feira, a partir das 19h, com a exposição “Experimento Subterrânea”, composta por cerca de 40 obras de 12 artistas. A mostra conta a história do Atelier Subterrânea, que movimentou a cena artística, entre 2006 e 2015, no subsolo de um prédio comercial da avenida Independência, na Capital, com exposições, debates, oficinas e palestras. A curadoria é de Alexandre Santos, Marilice Corona e Neiva Bohns.

Misto de atelier coletivo e espaço cultural com viés alternativo, o Subterrânea foi solo fértil para dezenas de projetos de grande originalidade. As aberturas das exposições eram celebrações festivas, eventos que alteravam a rotina diária da cidade e propiciavam situações de contato com o público. A discreta sala, descoberta por estudantes do Instituto de Artes da Ufrgs em busca de espaço para um atelier coletivo, ganhou paredes móveis, assumindo uma condição de constante metamorfose: ora atelier, ora espaço expositivo, ora lugar de debates, ou ainda sala de oficinas e palestras.

As ações do núcleo inicial, formado por Túlio Pinto, Gabriel Netto e Jorge Soledar, reverberaram na cidade, tornando-se foco de atração para outros jovens artistas que compartilhavam dos mesmos interesses. Logo ingressariam Adauany Zimovski, Antônio Augusto Bueno, Guilherme Dable, Gustavo Pflugseder, James Zortéa, Lilian Maus, Luciano Zanette e Rodrigo Lourenço. Teresa Poester, artista e professora experiente, foi uma das incentivadoras do projeto. Atuando como artistas-gestores, os integrantes se revezavam nas mais distintas tarefas para driblar as dificuldades do incipiente mercado de arte local.

Se, para alguns deles, o Atelier foi uma estação de passagem, para outros, tornou-se uma extensão da própria casa. Concebiam projetos e participavam de editais públicos para obtenção de recursos, organizavam rifas e leilões. Desta forma, o lugar se tornou uma verdadeira escola de vida, um exercício de sobrevivência, um estágio entre a formação acadêmica e a carreira artística. Ao mesmo tempo em que incentivava a produção artística das novas gerações, abriu-se para o mundo da arte em escala nacional e atraiu, inclusive, o interesse de artistas brasileiros consagrados, que se tornaram colaboradores do projeto.

A mostra pode ser conferida até o dia 30 de junho de 2019. A visitação ocorre de terças a sextas, das 10h às 18h; e sábados, domingos e feriados, das 12h às 18h.