Império, Mancha, Tatuapé e Tom Maior são destaques do primeiro dia em São Paulo
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Império, Mancha, Tatuapé e Tom Maior são destaques do primeiro dia em São Paulo

Homenagem a Arlindo Cruz da X-9 Paulistana foi outro ponto alto da noite

Por
R7

Império da Casa Verde viajou pelo universo do cinema

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A primeira noite de desfiles do Grupo Especial de São Paulo foi marcada por alegorias gigantes e fantasias luxuosas. Império de Casa Verde, Mancha Verde, Tatuapé e Tom Maior foram os destaques da sexta-feira (1º) e mostraram que, mais uma vez, o resultado do Carnaval promete ser apertado.

A Império relembrou filmes que estão no imaginário da maioria das pessoas e, além de fantasias e alegorias de acabamento primorosos, permitiu uma fácil leitura do enredo pelo público. Luxo também foi a palavra de ordem na Mancha Verde, que não economizou na criação de suas peças e fez, certamente, o melhor desfile da sua história. Ambas as escolas ainda se destacaram pelo samba, cantado a exaustão pelos componentes. 

Já a Tatuapé, atual bicampeã do Carnaval, fez mais uma vez, um desfile técnico e preciso. Última a desfilar, a Tom Maior mostrou os questionamentos do homem e apostou em alegorias diferentes e componentes que passaram de maneira leve e descontraída na avenida.

A surpresa da noite, no entanto, ficou por conta da presença de Arlindo Cruz no desfile da X-9 Paulistana. Até a véspera do desfile, a própria família do sambista lamentava não poder levá-lo para o sambódromo. A escola cantou os 60 anos do músico, retratado como um cronista do povo. 

Colorado do Brás

O desfile marcou o retorno da escola ao Grupo Especial após 25 anos. Um dos pontos altos da escola foi o samba-enredo animado, que foi cantado na pista e nas arquibancadas. O enredo Hakuna Matata, isso é Viver, inspirado no filme O Rei Leão, fez uma homenagem ao Quênia. Para isso, mostrou lendas do continente africano com uma apresentação bastante colorida e com várias representações de animais.  Mas o principal destaque foi a alegria do componente com a volta ao Grupo Especial.

Império de Casa Verde

Com o enredo O império contra-ataca, a escola viajou pelo universo do cinema. Filmes que marcaram o imaginário popular estavam na avenida, desde clássicos como E o Vento Levou, Mary Poppins, Cantando na Chuva até personagens icônicos como Darth Vader, fantasia dos ritmistas. Do cinema moderno estavam Avatar, A Fantástica Fábrica de Chocolates, Piratas do Caribe e Alice no País das Maravilhas. Uma das alegorias mais impressionantes era a última, inspirada no universo de Star Wars, com esculturas gigantes dos robôs da saga.

Mancha Verde

O luxo foi a marca da Mancha Verde  para contar a saga de uma princesa do Congo. Carros com acabamentos impecáveis e tudo pensado nos mínimos detalhes foram o diferencial da escola. O desfile mostrou desde a mitologia dos orixás, que deu início a lenda, passando pelas riquezas do Congo e todo sofrimento da princesa ao ser capturada e escravizada. A última alegoria, relembrou Zumbi dos Palmares e trouxe esculturas dignas de museu de arte.

Acadêmicos do Tucuruvi

A Tucuruvi fez uma crítica social no enredo Liberdade – O canto retumbante de um povo heroico. A apresentação mostrou desde a catequisação dos índicos no Brasil à lutas por direitos, como a conquista da CLT. A escola criticou a cobrança de impostos, desde o período colonial até os dias de hoje. O desfile também pediu igualdade social, relembrou manifestações política e encerrou conclamando: o poder emana do povo. 

Acadêmicos do Tatuapé

Bicampeã do Carnaval, a Acadêmicos do Tatuapé entrou no Anhembi em busca do terceiro título. Com o enredo Bravos guerreiros. Por Deus, pela honra, pela justiça e pelos que precisam de nós, a escola exaltou a força dos guerreiros africanos e dos brasileiros do cotidiano. A Tatuapé homenageou São Jorge, brasileiros que lutaram pelo fim da escravidão e grandes nomes da história que dedicaram à vida para ajudar os outros. A bateria da escola abusou das paradinhas e a comunidade cantou alto e forte. A Tatuapé encerrou o desfile exaltando a comunidade guerreira, responsável pelos dois títulos da agremiação.  

X-9 Paulistana

A escola fez um desfile emocionante ao homenagear os 60 anos de vida de Arlindo Cruz. A trajetória de sucesso do músico, as canções compostas por ele e o amor de Arlindo pela escola de samba carioca Império Serrano foram exaltadas pela X-9 Paulistana. A presença do músico no desfile, que até então era dúvida, engrandeceu a passagem da agremiação pelo Anhembi. Arlindo veio no quinto e último carro ao lado da mulher, Babi Cruz, e emocionou os foliões. O sambista se recupera de um AVC sofrido há dois anos. 

Tom Maior 

A sétima escola a desfilar fechou o primeiro dia de apresentações do Carnaval 2019 com chave de ouro. O enredo Penso. Logo, existo trouxe questionamentos diversos para a avenida em um desfile com alegorias diferenciadas e cheias de efeitos especiais. A Tom Maior apostou em fantasias com uma palheta de cores específica para brincar com a luz e brilhar mais, já que desfilou sob a luz do sol. A rainha de bateria Pâmella Gomes chamou a atenção por conta da fantasia com uma enorme cauda de pavão.