Cinema brasileiro quebra recorde de premiações no Festival Biarritz América Latina
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Cinema brasileiro quebra recorde de premiações no Festival Biarritz América Latina

Principal prêmio da noite foi para o filme "A Febre", gravado em Manaus

Por
Correio do Povo

"A Febre" conta história de um indígena atingido por uma misteriosa enfermidade

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O cinema brasileiro foi amplamente recompensado na 28ª edição do Festival Biarritz América Latina, onde recebeu, na noite do último sábado, seis prêmios em várias categorias: o “Abrazo de Melhor Filme” – principal prêmio do festival - foi para o longa “A Febre”, de Maya Da-Rin. “A Vida Invisível de Eurídice Gusmão”, de Karim Ainouz, ganhou o Prêmio do Júri e o Prêmio do Sindicato Francês da Crítica de Cinema. “O Mistério da Carne”, de Rafaela Camelo, ficou com o Prêmio de Melhor Curta-Metragem.

Dois outros prêmios foram concedidos também pela plataforma profissional do festival para cineastas brasileiros: Rodrigo John recebeu o Prêmio Bal Lab para seu projeto de documentário “Ceci Bon” e Rafaela Camelo - já vencedora na categoria melhor curta-metragem - recebeu o Prêmio Bal Lab para o seu projeto de primeiro longa de ficção, “Sangue do Meu Sangue”.

Com essa premiação em diferentes categorias, a cinematografia brasileira bateu todos os recordes de prêmios neste festival, que ocorre anualmente no luxuoso balneário do sudoeste da França. Um total de 30 filmes latino-americanos disputaram nove prêmios no evento que começou no último dia 30.

O primeiro longa de Maya Da-Rin, “A Febre”, vencedor do principal troféu do festival, filmado em Manaus, relata a história de Justino, um indígena que trabalha como segurança no porto da cidade e é acometido por uma misteriosa febre. Estreando no cinema, o indígena Regis Myrupu, que interpreta Justino, recebeu no último mês de agosto o prêmio de melhor ator do Festival de Locarno, na Suíça.

Já “A Vida Invisível de Eurídice Gusmão”, de Karim Ainouz, já premiado no Festival de Cannes na seção “Um Certo Olhar”, recebeu dois troféus em Biarritz. Esse é o longa escolhido para representar o Brasil na disputa pelo Oscar de melhor filme estrangeiro em 2020. Trata-se de uma adaptação de um romance de Martha Batalha, sobre duas irmãs nos anos 1950.