Escolas de samba do Rio decidem manter rebaixamento da Imperatriz Leopoldinense
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Escolas de samba do Rio decidem manter rebaixamento da Imperatriz Leopoldinense

Manutenção ou não do resultado original ainda precisa ser oficializada

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Agência Brasil

Imperatriz ficou em penúltimo lugar este ano no Carnaval do Rio

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A polêmica sobre a virada de mesa no resultado dos desfiles deste ano do Grupo Especial das Escolas de Samba do Rio de Janeiro teve novo capítulo nessa quarta-feira, mas continua indefinida. Em reunião na sede da Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa), os presidentes de três das oito agremiações que haviam votado para salvar a Imperatriz Leopoldinense do rebaixamento declararam que desejam mudar de posição.

Dessa forma, o placar da votação realizada na assembleia-geral do último dia 4 será modificado, com os representantes da Unidos da Tijuca, União da Ilha e Paraiso do Tuiuti. Eles se unem aos representantes da Mangueira, Portela, Beija Flor, Viradouro e de Vila Isabel, que já tinham se posicionado contra a permanência da escola no Grupo Especial.

A Grande Rio, Mocidade, o Salgueiro, a São Clemente e Estácio de Sá se mantiveram favoráveis à permanência da Imperatriz Leopoldinense, a penúltima colocada no desfile da elite do carnaval carioca. Como a Império Serrano, última colocada este ano e com o rebaixamento mantido, não teve direito a voto, assim como a Imperatriz Leopoldinense, o novo placar ficará em 8 a 5 pelo rebaixamento também da imperatriz.

A manutenção, no entanto, do resultado original ainda não está definida, devido a questões regimentais previstas no estatuto da Liesa. Isso porque uma decisão tomada em assembleia-geral da liga só pode ser alterada em outra assembleia-geral, o que não foi o caso do encontro dessa quarta-feira, considerado apenas uma reunião ordinária.

De acordo com a direção da Liga, a questão será encaminhada ao Departamento Jurídico da entidade, que vai definir os procedimentos a serem adotados para a realização de nova assembleia-geral, que discutirá o assunto. O detalhe, porém, é que nem mesmo o resultado da votação da última assembleia foi homologado, já que a ata da reunião não tinha sido assinada.

O documento, que oficializaria a virada de mesa, deve ser entregue até esta sexta-feira ao Ministério Público do Estado do Rio, dia em que também vence o prazo para o pagamento de multa de R$ 750 mil por descumprimento de Termo de Ajustamento de Conduta, assinado no ano passado com o órgão, no qual a Liesa se comprometeu a não alterar o resultado dos desfiles. Com os novos desdobramentos do caso, esse é outro ponto que continua indefinido.