Estreia nova temporada do 'Repórter Record Investigação'

Estreia nova temporada do 'Repórter Record Investigação'

Primeiro programa nesta quinta, 22h30min, foca corrupção na rota da Estrada de Ferro Carajás, no Maranhão e o sofrimento de quem vive à beira da ferrovia

Adriana Araújo nos trilhos da Estrada de Ferro Carajás, no Maranhão

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Nesta quinta-feira, às 22h30min, estreia a nova temporada do “Repórter Record Investigação”, apresentado por Adriana Araújo, na Record TV. A equipe do programa  segue os trilhos de um dos maiores trens de carga do mundo para mostrar o drama de quem vive às margens da Estrada de Ferro Carajás. E descobre esquemas de corrupção que desviaram milhões de reais dos cofres públicos, prejudicando diretamente a população que sofre com a falta de investimentos em áreas essenciais, como saúde e educação. 

  

O vai e vem constante dos vagões dita o ritmo da vida em parte da região Norte e Nordeste do país. A viagem segue os trilhos da ferrovia, desde a Serra dos Carajás, no Pará, onde fica a maior mina de minério de ferro a céu aberto do planeta, até São Luís, no Maranhão. Do porto da capital, a riqueza levada pelos vagões segue para exportação. São quase mil quilômetros de trilhos que atravessam 28 cidades e uma centena de povoados e pequenas comunidades. Um único trem puxa 34 toneladas de minério de ferro. 

  

A partir da análise de mais de duas mil páginas de documentos junto com autoridades e especialistas, nos últimos quatro meses, Adriana Araújo e os jornalistas Gustavo Costa, Laura Ferla e Mariana Ferrari pegam a estrada, com a missão de mostrar como o andar dos trens que carregam minério de ferro afeta milhares de famílias ao longo da ferrovia brasileira. Durante 24 dias, rodaram mais de 4 mil km por rodovias precárias e vias de terra. 

  

Os repórteres tiveram acesso a contratos, documentos e vídeos exclusivos que revelam esquemas milionários de desvio de recursos envolvendo vários municípios cortados pela ferrovia. Na rota da locomotiva, as equipes também investigam organizações criminosas responsáveis pelo desvio de mais R$ 115 milhões dos cofres públicos de várias cidades do interior do Maranhão. Todo esse dinheiro deveria ter sido investido, principalmente na saúde e educação dos mais pobres, prejudicados diretamente pela passagem dos trens. Só que acabou no bolso de funcionários públicos, ex-prefeitos e empresários, de acordo com o Ministério Público. 

  

Durante a reportagem, a equipe flagra o caos na área da saúde de Itapecuru Mirim, no interior do Maranhão, por causa do dinheiro que sumiu. A equipe tenta conseguir atendimento para uma moradora da região, Maria do Carmo, que desmaiou em frente às câmeras. Para salvar a vida da mulher, o  que encontraram foi o reflexo da corrupção instalada na cidade: postos de saúde abandonados, falta de médico e descaso. 

  

Não há dúvida da importância da ferrovia Carajás para economia do país e para geração de empregos, mas a equipe revela que quem vive perto dos trilhos sabe que essa não é uma história apenas de progresso. Por onde o trem passa, também deixa uma realidade de sofrimento, miséria e corrupção. A vida à beira dos trilhos é sempre arriscada. São vários os casos de atropelamento, alguns fatais, como revelam alguns moradores. 

  

O programa mostra ainda que, ao levar o minério de ferro para siderúrgicas, os vagões deixam uma nuvem de poeira que compromete a saúde das pessoas, além de contaminar os rios da região - um dos poucos lugares que as crianças têm para brincar. 

 

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