Literatura indígena com Julie Dorrico e Roni Wasiry Guara

Literatura indígena com Julie Dorrico e Roni Wasiry Guara

A Biblioteca do Instituto Goethe Porto Alegre promove encontro nesta quinta, às 19h

Arte & Agenda

Julie Dorrico é descendente do povo Macuxi e doutoranda em Teoria da Literatura no PPG de Letras da PUCRS

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A Biblioteca do Instituto Goethe Porto Alegre promove dois encontros on-line sobre literatura indígena com a escritora Julie Dorrico, descendente do povo Macuxi e doutoranda em Teoria da Literatura no PPG de Letras da PUCRS, com a participação de Roni Wasiry Guara, escritor Maraguá, natural de Paraná do Ramos (Amazonas), formado em Pedagogia Intercultural Indígena. As conversas serão hoje e no dia 12 de novembro, sempre às 19h, com transmissão pelo canal do Goethe no YouTube.  Link: http://bit.ly/youtubegipoa

A conferência desta quinta-feira de Julie é chamada de “A literatura indígena brasileira contemporânea: identidade, voz e corpo”. Ela aborda os aspectos da literatura indígena destacando os conceitos étnico-raciais “índio”, “ameríndio”, “tribo”, sugerindo alternativas conceituais ensejadas pelos próprios teóricos indígenas, tais como “indígenas, povo, etnia, nação”, e como fazer a leitura deles nas obras literárias dos autores. A teoria literária indígena – e política – atua diretamente na desconstrução da matriz colonial ainda vigente, quando desarticula os conceitos e identidades raciais inventados e impostos pelo colonizador aos sujeitos originários.

Julie escreveu “Eu sou macuxi e outras histórias” (Editora Caos e Letras) e é idealizadora das páginas @leiamulheresindigenas e @literaturaindigenaro no Instagram e do canal no YouTube “Literatura Indígena Brasileira”.

O segundo encontro sobre a literatura indígena brasileira contemporânea ganha um diálogo entre Julie e Roni Wasiry Guara. Eles convidam o público para conhecer os instrumentos conceituais medulares do movimento literário indígena por meio de uma roda de conversa. Guará compartilhará sua trajetória literária e um pouco de sua cultura. Ambos os pesquisadores destacam que conhecer um povo étnico é também uma forma de desconstruir a noção de “índio genérico” que homogeneíza e apaga a sociodiversidade existente no território nacional.


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