Moacir Santos é homenageado em espetáculo gratuito no Instituto Ling
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Moacir Santos é homenageado em espetáculo gratuito no Instituto Ling

Apresentação ocorre nesta quinta, a partir das 20h

Por
Correio do Povo

Espetáculo irá contar com principais obras de Moacir Santos

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O Instituto Ling (Rua João Caetano, 440) apresenta nesta quinta-feira, a partir das 20h, um show em homenagem ao maestro Moacir Santos (1926-2006), compositor e arranjador pernambucano que foi um dos pioneiros em misturar a música popular afro-brasileira com elementos do jazz. O repertório especial será interpretado por cinco grandes nomes da cena instrumental de Porto Alegre: o flautista Ayres Potthoff, o pianista Leonardo Bittencourt, o guitarrista Pedro Tagliani, o contrabaixista Nico Bueno e o baterista Mano Gomes.

A apresentação faz parte da programação comemorativa dos cinco anos do Instituto Ling e terá entrada franca mediante retirada de senhas que serão distribuídas no dia, a partir das 19h, e por ordem de chegada.

Intitulado Moacir de Todos os Santos, o espetáculo reunirá as principais composições da obra musical e orquestral do maestro, destacando canções que misturam africanidades e brasilidades com elementos estruturais e harmônicos do jazz americano. No repertório do show estão músicas como "Nanã", que fez deslanchar a carreira de Moacir como compositor e solista após ser gravada pelo pianista Gil Evans, além de canções como "Suk Cha", "De Bahia ao Ceará", "Cleonix" e "Orfeu".

História

Nascido em Serra Talhada, cidade de Pernambuco, Moacir José dos Santos aprendeu a tocar todos os instrumentos da Banda Marcial da cidade de Flores ainda criança. Aos 14 anos, fugiu de casa e passou a integrar bandas militares de diversas cidades do nordeste até ser contratado, em João Pessoa, pela jazz band da Rádio Tabajara, da qual se tornou regente em 1947.

No ano seguinte, o artista foi para o Rio de Janeiro e passou a trabalhar como saxofonista em orquestra da Rádio Nacional até se tornar arranjador da emissora, ao lado Radamés Gnattali, Leo Peracchi e Lyrio Panicalli. No Brasil, ainda foi professor de nomes como Nara Leão, Baden Powell, Roberto Menescal, João Donato, Carlos Lyra e Dorival Caymmi e fez parcerias com músicos como Vinícius de Moraes, Nei Lopes e Geraldo Vandré.
 
Apesar da intensa carreira no país, Moacir Santos ficou ainda mais famoso internacionalmente. Em 1967, foi para Hollywood trabalhar com Nino Rota e Henry Mancini compondo trilhas para o cinema. Foi nos Estados Unidos que ele lançou seus principais álbuns: "Maestro" (1972), indicado ao Grammy; "Saudade" (1974) e "Carnival of the Spirits" (1975), todos pela conceituada Blue Note Records.