Noite de reencontro com "Ramilonga" de Vitor Ramil

Noite de reencontro com "Ramilonga" de Vitor Ramil

Apresentação do cantor e compositor pelotense sobre edição especial de 25 anos do álbum será sexta-feira, dia 7, na PUCRS

Luiz Gonzaga Lopes

Vitor Ramil apresenta show comemorativo aos 25 anos do disco "Ramilonga" nesta sexta na PUCRS

publicidade

Para marcar o lançamento do álbum "Ramilonga - A Estética do Frio - 25 Anos, nesta sexta-feira, dia 7, às 21h, a PUCRS Cultura promove o show “Ramilonga: A Estética do Frio – 25 anos”, no Salão de Atos (Ipiranga, 6681), com ingressos pelo Guichê Web ou na PUCRS Store. Para esta apresentação, reúnem-se, além de Vitor Ramil (voz e violões de aço), os músicos Edu Martins (contrabaixo), André Gomes (sitar), Alexandre Fonseca (tablas e percussão) e Roger Scarton (harmonium).

O disco chegou às plataformas digitais na quarta-feira em edição especial pela Satolep Music. “Eu vinha compondo milongas desde garoto. Semeadura eu fiz com 17 anos. Aos 19, eu musiquei uma do Jorge Luis Borges, ‘Milonga para Manuel Flores’. E assim foi indo”, conta. “Neste álbum novo do ‘Ramilonga’, tem um manuscrito meu de 1983, aos 21 anos, e eu dizia assim, ‘tive a ideia de Ramilonga, estou a caminho de mim’. Escrevi isto dois anos de compor a música e 14 anos antes de gravar o disco. Ramilonga se tornou um espécie de centro gravitacional de outras milongas que fui compondo e guardando”, destaca.

Vitor Ramil acrescenta que as milongas não se encaixavam em outros trabalhos. “Quando gravei o terceiro disco, ‘Tango’, eu já tinha ‘Ramilonga composta, mas achei que não tinha a ver com o disco. Muitas vezes sacrifiquei músicas importantes, não gravei só por serem bonitas ou que iriam fazer sucesso, procurei guardar as canções que vão centralizar outros trabalhos. Em 1997, eu lancei o ‘Ramilonga’ foi uma reviravolta para mim, quando eu defini o meu caminho naquele momento”, diz. 

O novo álbum aparece em formato físico luxuoso: um caderno de anotações que, além de páginas brancas e quadriculadas para o usuário, contém manuscritos de Vitor Ramil, letras, fotos, e o próprio álbum, remixado e remasterizado, em CD, com uma faixa bônus, chamada “Milongamango”, uma colagem musical de três milongas do repertório, “Milonga”, “Indo ao Pampa” e Milonga de sete cidades, mais a voz do poeta João da Cunha Vargas, extraída de fita cassete, dizendo o poema “Mango”, que Vitor também musicou e gravou no álbum “délibáb” (2010). 

“Ramilonga - A Estética do frio” ressurge com sonoridade aprimorada pela remixagem de Walter Costa e remasterização na Classic Master-USA, com produção de Vitor. No disco, é possível voltar a escutar os geniais Nico Assumpção (contrabaixo) e Zé Gomes (violino), já falecidos, além de André Gomes (sitar), Alexandre Fonseca (tablas, percussão e bateria) e Roger Scarton (harmonium). Kleiton Ramil toca violão em “Deixando o pago”, com voz e violões de Vitor. 


Mais Lidas

Guia de Programação: a grade dos canais da TV aberta desta quinta-feira, dia 18 de julho de 2024

As informações são repassadas pelas emissoras de televisão e podem sofrer alteração sem aviso prévio

Correio do Povo
DESDE 1º DE OUTUBRO 1895