O espetáculo ‘Fôlego’ traz história de superação

O espetáculo ‘Fôlego’ traz história de superação

O evento, uma realização do Centro Histórico-Cultural Santa Casa e da Escola de Ballet Vera Bublitz, integra ações do Setembro Verde

A bailarina e transplantada Liège Gautério faz participação no show

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A apresentação do espetáculo de dança “Fôlego”, com a participação especial da bailarina e transplantada Liège Gautério, nesta quarta-feira, às 19h, no palco do Teatro Santa Casa (Independência, 75), integra as ações do Setembro Verde, mês de conscientização sobre a doação de órgãos. Será feita uma homenagem a Rochelle Benites, ativista da causa que faleceu recentemente após três anos na lista de espera por um transplante pulmonar duplo. A transmissão será feita pela página do Facebook e no canal do YouTube do Centro Histórico-Cultural (CHC) Santa Casa. 
O Ballet Vera Bublitz leva para o palco o sentimento de esperança com o objetivo de visibilizar histórias, educar e sensibilizar sobre a importância da doação de órgãos. Entre as bailarinas está Liège Gautério, que há dez anos teve sua vida transformada após realizar um transplante unilateral de pulmão na Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre. Com uma história marcada por superações, a bailarina também é educadora física e bicampeã mundial em atletismo nos Jogos Mundiais para Transplantados, mostrando o poder de mudança que a doação de um órgão tem na vida de quem espera um transplante. 
Como forma de mostrar as dificuldades na trajetória de quem não conseguiu receber um órgão, o espetáculo também irá homenagear histórias como a de Rochelle Benites, que em agosto deste ano faleceu em decorrência de uma doença autoimune, após três anos aguardando um órgão. Rochelle tinha 42 anos, deixou três filhos e mesmo com as adversidades da doença, não mediu esforços para melhorar o processo de transplantes do Estado tanto na captação de órgãos como no treinamento de médicos e enfermeiros.

O Brasil possui hoje mais de 45 mil pessoas na fila de espera pela doação de um órgão, aguardando um transplante e com a esperança de ter a vida transformada. Mesmo possuindo o maior sistema público de transplantes do mundo, a negativa familiar ainda é o principal motivo para a não doação no país. 


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