Peça do grupo Máscara EnCena em Porto Alegre faz questionamento sobre a violência
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Peça do grupo Máscara EnCena em Porto Alegre faz questionamento sobre a violência

Montagem "2068" está de volta à Capital para duas apresentações

Por
Correio do Povo

Peça em Porto Alegre será seguida de debate

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A montagem “2068”, do grupo Máscara EnCena, com direção de Liane Venturella, ganha somente duas novas apresentações em Porto Alegre, no Instituto Ling (João Caetano, 440). A performance desta terça-feira, às 20h, será seguida de um debate sobre a peça, com participação do elenco e dois convidados especiais: a psicanalista Lea Thormann e o psicanalista, dramaturgo e diretor Julio Conte. Para atender ao público escolar, haverá um horário alternativo na quarta-feira, às 10h. Os ingressos para o evento estão disponíveis no site do Instituto Ling. 

Usando máscaras expressivas e manipulação de bonecos, os quatro atores Alexandre Borin, Camila Vergara, Fábio Cuelli e Mariana Rosa dão vida a oito diferentes personagens confinados em um espaço de privação das liberdades individuais, em que, para se manter vivo, é preciso se alimentar constantemente de esperança. Mesmo confinados, eles ainda conseguem sonhar. Fazendo alusão a uma temporalidade futura, a peça é permeada pelo questionamento sobre se ainda é possível sonhar e de que forma as pessoas colaboram com a violência, com o silêncio e o desviar do olhar de uma situação. 

A máscara como face da arte

Da Capital, o grupo Máscara EnCena está em atividade desde 2014 e reúne artistas com o desejo de investigar a potencialidade artística da máscara. Os integrantes buscaram formação com expoentes da máscara no Brasil e exterior como a Cia. Familie Flöz, a École Philippe Gaulier, Serge Nicolai (Théâtre du Soleil), Tiche Vianna e Daniela Carmona.

Em 2017, a estreia foi com “Imobilhados”, com direção de Liane Venturella, artista colaboradora do grupo desde 2015. A montagem recebeu indicações a sete categorias no Prêmio Açorianos de Teatro, incluindo Melhor Espetáculo, e venceu em três categorias: Melhor Direção (Liane Venturella), Melhor Produção (grupo Máscara EnCena) e Melhor Cenografia (Rodrigo Shalako). Concorreu ao Prêmio Braskem em Cena, levando o Prêmio de Melhor Direção para Liane. Em maio deste ano, também fez sua estreia internacional no Festival Masq'alors - Saint Camille, realizado no Canadá, voltado à máscara teatral.